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No Rio, bebê morre após ser agredida por padrasto enquanto mãe estava em entrevista de emprego

O padrasto da criança foi preso após confessar o crime e deve responder por feminicídio

Estadão Conteúdo

Uma bebê de 1 ano e 9 meses morreu após sofrer agressões dentro de casa em Vila Valqueire, zona oeste do Rio de Janeiro. O padrasto da criança foi preso e confessou o crime, devendo responder por feminicídio.

A mãe da menina, Emanuele Costa, estava em uma entrevista de emprego no momento das agressões e deixou a filha, Maya Costa Cypriano, sob os cuidados do companheiro, Lukas Pereira do Espírito Santo. A morte da bebê ocorreu na última quinta-feira, 2 de maio.

Segundo o relato da mãe, Lukas entrou em contato pela manhã informando que a criança passava mal, sem mencionar agressões. Ao retornar para casa, por volta do meio-dia, Emanuele encontrou a filha em estado grave, "semiacordada e com o corpo gelado".

A constatação da violência

A criança foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Campinho, na zona norte da cidade. Ela já chegou sem vida, após uma parada cardiorrespiratória. Profissionais de saúde acionaram a polícia ao identificarem marcas de violência no corpo da bebê.

Inicialmente, a mãe e o padrasto prestaram depoimento na 29ª DP (Madureira) e foram liberados. Contudo, o laudo pericial apontou que a causa da morte foi uma lesão na região abdominal, indicando violência. O caso passou a ser investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

Prisão e confissão

Na sexta-feira, 3 de maio, policiais civis cumpriram mandado de prisão contra Lukas Pereira do Espírito Santo. Em depoimento, ele confessou ter agredido a criança.

A mãe afirmou que o homem não demonstrou arrependimento. O corpo da menina foi enterrado na tarde de domingo, 5 de maio, no Cemitério do Caju, sob comoção de familiares e amigos. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para apurar se há outros envolvidos no caso da morte da bebê.