Mark Zuckerberg vai a julgamento histórico sobre vício em redes
Meta, Snapchat, TikTok e YouTube são acusados por uma jovem de 20 anos identificada como K.G.M., que diz ter sofrido de ansiedade, depressão e problemas de autoimagem após abrir sua primeira conta em plataformas
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, foi questionado no tribunal de Los Angeles, em 18 de outubro, sobre se sua empresa projetou intencionalmente plataformas para viciar usuários.
Ele depõe em um julgamento histórico que aborda o vício de crianças e adolescentes em redes sociais. Esta é a primeira vez que Zuckerberg responde na Justiça sobre tais acusações.
Meta, Snapchat, TikTok e YouTube são acusados por uma jovem de 20 anos, identificada como K.G.M., que alegou ter sofrido de ansiedade, depressão e problemas de autoimagem. Ela abriu sua primeira conta em plataformas aos 8 anos de idade. Zuckerberg não respondeu sobre qual seria sua mensagem para pais que afirmam que seus filhos foram prejudicados, conforme a CNN americana.
Impacto e Argumentos
Zuckerberg também foi inquirido sobre o acesso de crianças menores de 13 anos ao Instagram, aplicativo que exige essa idade para cadastro. O CEO da Meta afirmou que os menores "não têm permissão para usar o Instagram".
Se as empresas forem condenadas, o resultado poderá estabelecer um precedente significativo na responsabilização de plataformas de tecnologia globalmente. Nos Estados Unidos, milhares de indivíduos, distritos escolares e procuradores-gerais estaduais já entraram com ações judiciais semelhantes.
O principal argumento é que as redes sociais foram criadas para serem viciantes, de forma análoga a cigarros ou máquinas caça-níqueis. Um dos advogados, Mark Lanier, declarou: "Eles não criaram apenas aplicativos, criaram armadilhas. Não queriam usuários, queriam viciados."
Defesa e Desenrolar
Os casos são comparados a processos contra grandes empresas de tabaco da década de 1990, que foram acusadas de ocultar informações sobre os malefícios dos cigarros.
As empresas, por sua vez, sustentam que não existem evidências científicas que comprovem dependência. Elas também se amparam em uma lei americana de proteção à liberdade de expressão, que as resguarda da responsabilidade pelo conteúdo publicado por seus usuários online.
Snapchat e TikTok já firmaram um acordo para encerrar as acusações. O julgamento principal está previsto para se estender por algumas semanas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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