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Lula: Brasil não pode permitir que mercado determine o que aluno deve estudar na universidade

Ainda de acordo com Lula, o Estado deve levantar quais profissionais é preciso formar para que o País evolua e ganhe autonomia

Estadão Conteúdo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil não pode permitir que o mercado determine o que jovens devem estudar durante o curso superior. Ainda de acordo com Lula, o Estado deve levantar quais profissionais é preciso formar para que o País evolua e ganhe autonomia.

"A gente não pode continuar permitindo que seja o mercado que determine que tipo de curso um jovem ou uma jovem vai fazer na universidade", disse nesta segunda-feira, 18, na inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP). "Cabe ao Estado levantar quais profissionais precisamos formar. Não para que a pessoa ganhe dinheiro, mas para que o País evolua e ganhe autonomia."

Sobre investimentos em ciência e tecnologia, ele afirmou que, se o País não responder quanto custa não fazer investimentos, jamais terá algo. "É como comprar a prestação, em parcelas que cabem no seu bolso", disse.

Ele disse ainda que os brasileiros são tratados com desdém ou como colonizados quando o assunto é pesquisa e tecnologia e que as pesquisas e os produtos brasileiros têm de ser valorizados. O presidente defendeu a sustentabilidade e a eficiência do biodiesel brasileiro.

As novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) inauguradas nesta segunda-feira têm o intuito de ampliar a capacidade brasileira de pesquisa em áreas estratégicas como saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais. Ele afirmou que investimentos como esse não são caros, visto o retorno que podem trazer.

No evento, também foi lançada a Pedra Fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, iniciativa coordenada pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A iniciativa visa ampliar o desenvolvimento nacional de tecnologias estratégicas voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), como biomoléculas, biossensores, dispositivos médicos e novos diagnósticos. O evento tem a participação do ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda.