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Diarista presa por morte de casal de idosos é suspeita de dopar e furtar primo das vítimas

A Polícia Civil confirmou que exames toxicológicos detectaram a presença de um medicamento ansiolítico no sangue

Estadão Conteúdo

Paola Stefany Neto Cirino, presa em 2 de novembro por suspeita de assassinar um casal de idosos a facadas em Belo Horizonte, é também investigada por supostamente ter dopado e furtado um primo das vítimas. Ela trabalhava para o homem, que a indicou ao advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e à empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, encontrados mortos em 30 de outubro.

Segundo o delegado Gustavo Barletta, do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), o primo relatou à polícia um incidente em junho. Ele foi a um bar com Paola para assistir a um jogo e começou a passar mal após ir ao banheiro, sendo levado para casa por ela.

O homem percebeu o desaparecimento de R$ 800 e, inicialmente, acreditou ter perdido a carteira. Após a morte do casal, no entanto, ele passou a desconfiar da diarista e comunicou os fatos às autoridades, fortalecendo a investigação contra Paola.

Diarista confessou ter dopado vítimas

A Polícia Civil confirmou que exames toxicológicos detectaram a presença de um medicamento ansiolítico no sangue de Cláudio e Maria Clotilde. Este remédio atua no sistema nervoso central com efeito calmante e, em excesso, pode provocar sedação intensa.

Barletta afirmou que Paola Stefany admitiu ter colocado o medicamento na bebida das vítimas. O objetivo era dopá-las antes de cometer o assassinato. Após a prisão, ela alegou ter tido um "surto psicótico", mas optou por permanecer em silêncio durante o auto de prisão em flagrante, seguindo orientação de sua defesa.

Detalhes do duplo assassinato em BH

No dia do crime, Paola visitou pela primeira vez o apartamento de Cláudio e Maria Clotilde, após a indicação do primo deles. A investigação apontou que o crime ocorreu entre 12h30 e 15h da terça-feira, 30 de outubro, em Belo Horizonte.

O delegado relatou que a suspeita chegou ao imóvel por volta das 7h30 e teve a entrada autorizada. Às 9h30 e meio-dia, o filho das vítimas conseguiu contato telefônico com o pai, que atendeu normalmente.

O idoso teria recusado convites para assistir a um jogo devido ao primeiro dia de trabalho da diarista. O corpo de Cláudio foi encontrado com 17 facadas, enquanto Maria Clotilde apresentava sete ferimentos de faca.

A polícia também investiga o roubo de relógios, joias e outros objetos de valor das vítimas, que teriam sido vendidos por Paola no centro de Belo Horizonte. Antes de deixar o apartamento, a suspeita tomou banho e trocou de roupas.