Google passa a permitir recuperar conta com selfie em caso de perda ou roubo; saiba mais
A novidade faz parte dos esforços contínuos para reforçar a proteção das contas, oferecendo alternativas confiáveis para casos de perda de acesso
O Google iniciou nesta quinta-feira (9) a liberação, no Brasil, de um novo método de recuperação de contas que utiliza um vídeo selfie curto para confirmar a identidade do usuário.A ferramenta foi desenvolvida para situações em que a pessoa perdeu o celular, trocou de aparelho ou esqueceu a senha.
Segundo a empresa, a novidade faz parte dos esforços contínuos para reforçar a proteção das contas Google, oferecendo alternativas modernas e confiáveis para casos de perda de acesso. Saiba mais a seguir.
Como funciona?
O novo recurso de recuperação de contas do Google exige que o vídeo selfie seja configurado previamente pelo usuário. O procedimento recomenda que a pessoa esteja em um local bem iluminado e realize movimentos com a cabeça durante a gravação.
Segundo a empresa, a captação do vídeo serve para verificar a vivacidade do usuário, evitando que alguém tente se passar por outra pessoa usando uma foto impressa ou uma imagem digital manipulada.
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O sistema é semelhante ao método de verificação de identidade usado por aplicativos bancários, mas com diferenças importantes. Enquanto instituições financeiras combinam dados de diversas fontes para confirmar que o rosto realmente pertence ao titular, o Google utiliza apenas o vídeo previamente cadastrado como referência.
Gravação permite bloqueio de "deepfakes"
Caso o usuário fique bloqueado ao tentar acessar a conta, ele pode selecionar a opção de vídeo selfie durante o processo de recuperação. O sistema solicitará a gravação de um novo vídeo curto, pedindo movimentos de um lado para o outro, além de confirmar que uma pessoa real está diante da câmera, impedindo tentativas de fraude com fotos estáticas ou deepfakes (imagens falsas).
Segurança para contas pessoais
A nova funcionalidade de vídeo selfie do Google é destinada exclusivamente a contas pessoais.De acordo com a empresa, o recurso não é compatível com contas supervisionadas de crianças, Google Workspace (contas corporativas) e usuários do Programa de Proteção Avançada, voltado para jornalistas, ativistas e outros grupos de maior risco.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Tainá Cavalcante, editora web de OLiberal.com).
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