Tecnologia amplia proteção de veículos com rastreamento, bloqueio e câmeras
Integração de sistemas cria camadas de segurança e ganha espaço entre motoristas no Pará
A combinação de rastreamento veicular, bloqueio remoto, câmeras e aplicativos de monitoramento tem se consolidado como uma das principais estratégias para aumentar a segurança de automóveis no Pará. Em um cenário de aperfeiçoamento constante das ações criminosas, empresas do setor apostam na integração de diferentes tecnologias para prevenir roubos, acelerar a recuperação de veículos e ampliar a sensação de segurança de motoristas particulares e profissionais.
Para André Moraes, gerente de uma empresa de rastreamento veicular em Belém, o rastreamento via satélite deixou de ser uma solução isolada e passou a funcionar como parte de um sistema mais amplo. “Além do rastreamento veicular, nós temos equipe de recuperação, bloqueio integrado, cadeado eletrônico e tecnologias de fallback, que garantem uma proteção extra mesmo quando o criminoso consegue retirar o aparelho principal”, explica. De acordo com ele, a taxa de recuperação de veículos aumenta significativamente quando essas soluções são usadas em conjunto.
O avanço tecnológico também acompanha a evolução das estratégias criminosas. André destaca que os equipamentos atuais já operam com redes 4G, Wi-Fi e Bluetooth, além de mecanismos que neutralizam bloqueadores de sinal, conhecidos como jammers. “Há cinco anos, a tecnologia era basicamente 2G. Atualmente, os fabricantes adaptam os aparelhos a partir do nosso feedback, criando defesas para impedir que esses equipamentos sejam neutralizados”, afirma.
Outro diferencial citado pelo gerente é o uso de aplicativos que permitem ao próprio proprietário acompanhar o veículo em tempo real e realizar o bloqueio remoto pelo celular. O sistema ainda conta com funções como a “âncora”, que cria um perímetro virtual de segurança. Caso o veículo saia dessa área sem autorização, o bloqueio é acionado automaticamente. “É uma camada a mais de proteção, especialmente em locais considerados de risco”, ressalta.
Na avaliação do empresário e especialista em segurança eletrônica Paulo André Freitas, o mercado caminha justamente para a criação de múltiplas camadas de proteção. “Hoje temos rastreamento em tempo real, telemetria, bloqueio remoto, câmeras internas e externas, sensores e proteção eletrônica da porta OBD-II. São soluções que ajudam a prevenir, reagir e também esclarecer ocorrências”, pontua. Para ele, o rastreamento deixou de ser apenas localização e passou a integrar um sistema mais completo.
As câmeras automotivas, cada vez mais presentes, também cumprem papel preventivo. “Elas inibem a ação criminosa porque aumentam o risco de identificação e, ao mesmo tempo, registram a ocorrência, facilitando investigações e processos de seguro”, explica Freitas. Em veículos de uso profissional, como carros de aplicativo e frotas, os equipamentos ainda contribuem para a proteção do motorista e para o monitoramento de fadiga.
Perfil dos usuários
O perfil de quem busca esse tipo de tecnologia inclui motoristas de aplicativo, empresas com frotas, proprietários de veículos utilitários, SUVs e picapes. O custo inicial, segundo empresas do setor, pode partir de valores acessíveis, variando conforme os serviços agregados, como assistência 24 horas, guincho e câmeras. “Não é só o aparelho; é o serviço que vem junto, com monitoramento, suporte técnico e resposta rápida”, destaca Freitas.
Valores e mercado
O custo para investir em segurança veicular varia conforme o nível de proteção escolhido. Segundo André Moraes, no Pará é possível contratar um plano básico de rastreamento a partir de cerca de R$ 50 por mês, valor que já garante uma proteção inicial ao veículo. A partir daí, o preço aumenta de forma gradual, de acordo com a inclusão de serviços como bloqueio remoto, câmeras internas e externas, assistência 24 horas, guincho e sistemas eletrônicos adicionais. “O cliente vai montando o plano conforme a necessidade dele, a rota que faz e o tipo de uso do veículo”, explica. Em alguns casos, o investimento mensal pode representar menos de 10% do salário mínimo, mesmo para veículos avaliados em valores mais elevados.
Com expectativa de crescimento contínuo em 2026, o setor aposta no investimento constante em inovação para acompanhar o ritmo das ameaças. “A tecnologia precisa evoluir junto com o mercado e monitorar, inclusive, a evolução da criminalidade. Caso contrário, a empresa se torna obsoleta”, resume André, ao destacar que a segurança veicular tem se tornado um item cada vez mais essencial para quem depende do automóvel no dia a dia.
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