Síncope vasovagal: Saiba o que é a condição que levou Ivete Sangalo a desmaiar
A síncope vasovagal é considerada a causa mais comum de desmaios e deve ter atenção redobrada
A cantora Ivete Sangalo, de 53 anos, foi internada em Salvador após sofrer um desmaio na madrugada da última quarta-feira (25). A artista relatou ter passado mal em casa, onde acabou caindo e se machucando.
Em vídeo publicado nas redes sociais, ela apareceu com cortes e hematomas no rosto e tranquilizou os fãs sobre seu estado de saúde. Segundo informações, o episódio foi provocado por uma síncope vasovagal associada a um quadro de desidratação intensa. Saiba o que é essa condição a seguir.
O que é síncope vasovagal e por que causa desmaio?
A síncope vasovagal é considerada a causa mais comum de desmaios. O quadro ocorre quando há uma queda súbita da pressão arterial e da frequência cardíaca, reduzindo temporariamente o fluxo de sangue que chega ao cérebro. Como resultado, a pessoa perde a consciência por alguns segundos.
De acordo com especialistas em cardiologia, diferentemente dos desmaios provocados por arritmias ou problemas estruturais no coração, a síncope vasovagal está relacionada a um reflexo do sistema nervoso autônomo, responsável por regular funções involuntárias do organismo, como os batimentos cardíacos e o calibre dos vasos sanguíneos.
Na síncope vasovagal há uma ativação súbita e exagerada do parassimpático, levando à desaceleração dos batimentos e à dilatação dos vasos, o que provoca a queda da pressão.
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Quais são os riscos?
Apesar de, na maioria das vezes, não representar risco grave à saúde, o desmaio pode resultar em quedas e traumas. Foi o que ocorreu com Ivete Sangalo, que sofreu ferimentos no rosto ao perder a consciência. Especialistas alertam que episódios recorrentes, desmaios sem causa aparente ou acompanhados de dor no peito e palpitações devem ser avaliados por um médico.
Sinais de alerta antes do desmaio
Na maioria dos casos, a síncope vasovagal apresenta sintomas prévios, conhecidos como pródromos. Entre os mais comuns estão:
- Visão turva;
- Zumbido nos ouvidos;
- Palidez súbita;
- Sudorese fria;
- Sensação de calor;
- Náusea e tontura.
Pode acontecer mesmo em pessoas saudáveis?
A síncope vasovagal não está necessariamente associada a doenças cardíacas. Qualquer pessoa pode apresentar o episódio, especialmente em situações que sobrecarregam o organismo. Entre os principais gatilhos estão:
- Desidratação;
- Vômitos ou diarreia intensa;
- Calor excessivo;
- Jejum prolongado;
- Estresse emocional;
- Mudanças bruscas de postura.
Qual é o tratamento?
Não há um medicamento específico que previna a síncope vasovagal. O tratamento é principalmente preventivo e comportamental, com foco na identificação e na evitação dos gatilhos. Especialistas destacam medidas simples que podem reduzir os episódios:
- Manter-se sempre bem hidratado;
- Fracionar refeições para evitar grande distensão abdominal;
- Levantar-se devagar;
- Evitar longos períodos em pé parado;
- Reconhecer rapidamente os sinais de alerta antes do desmaio.
Com atenção a esses cuidados, é possível controlar os episódios e reduzir os riscos de quedas e ferimentos.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)
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