Semavy: nova caneta de semaglutida chega às farmácias; saiba quanto custa!
O medicamento teve o registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 29 de julho
Uma nova opção de tratamento à base de semaglutida começa a ser vendida nas farmácias brasileiras nesta sexta-feira (4). Produzido pela Mantecorp, o Semavy chega ao mercado com preço de R$ 333 por uma caneta injetável de 1 mg. O valor corresponde ao produto destinado a três meses de tratamento.
O medicamento teve o registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 29 de julho, ao lado de outras quatro marcas: Zempneo, Orsema, Seemasun e Owozy.
A semaglutida é utilizada no tratamento do diabetes tipo 2 e também pode ser indicada, em doses específicas, para o controle do peso. Até o início deste ano, o Ozempic, fabricado pela Novo Nordisk, era a principal opção com a substância disponível no mercado brasileiro. Com o fim da exclusividade, outras fabricantes passaram a ter espaço para desenvolver e comercializar medicamentos à base de semaglutida no país.
Semavy é produzido por síntese química
O diferencial do Semavy está no processo de fabricação. A caneta utiliza uma versão de semaglutida produzida por síntese química, método que permite obter a molécula por meio de reações realizadas em laboratório, sem a necessidade de utilizar organismos vivos no processo.
Embora o método de produção seja diferente, a molécula obtida apresenta a mesma estrutura da semaglutida original. A tecnologia também pode facilitar a ampliação da produção e contribuir para a redução dos custos de fabricação, o que ajuda a explicar o preço mais baixo em relação a medicamentos que já estavam disponíveis no mercado.
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O Semavy, porém, não é o único medicamento brasileiro a utilizar essa tecnologia. O Ozivy, primeira versão nacional de semaglutida aprovada pela Anvisa, em maio, também é produzido por síntese química.
Mais versões de semaglutida devem chegar ao mercado
A expectativa é que outras fabricantes também avancem com versões de semaglutida produzidas por síntese química. O modelo permite o desenvolvimento de medicamentos genéricos e similares, ampliando a concorrência no mercado brasileiro.
A EMS, por exemplo, já obteve autorização para comercializar o Ozivy. Com a chegada de novas marcas, a tendência é de aumento da oferta de canetas de semaglutida e de maior disputa por preços nas farmácias brasileiras.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Enderson Oliveira, editor web de OLiberal.com)
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