Queratose: saiba o que é, se pode virar câncer de pele e como é o tratamento que Lula fez

Presidente passou por cauterização para retirar lesão no couro cabeludo, segundo a Secom

Jennifer Feitosa
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Segundo informações da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou por um procedimento para remoção de uma queratose no couro cabeludo, condição associada à exposição ao sol.

O procedimento foi realizado no último domingo (8), em uma clínica de dermatologia em São Paulo. A lesão foi tratada por meio de cauterização, método que durou cerca de dois minutos.

A seguir, entenda o que é queratose, quais são os tipos e os dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

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A cauterização é utilizada para remover lesões superficiais da pele e prevenir possíveis complicações dermatológicas.

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A doença pode surgir em qualquer parte do corpo, na pele ou nas mucosas, geralmente na forma de manchas, pintas ou sinais.

Saiba os três tipos de queratose

Existem diferentes tipos de queratose ou ceratose. Entre as principais estão:

  • Queratose pilar: caracterizada por pequenas bolinhas ásperas, geralmente nos braços, coxas, glúteos e bochechas.
  • Queratose seborreica: identificada por manchas marrons ou pretas, benignas, normalmente associadas ao envelhecimento.
  • Queratose actínica: relacionada a anos de exposição solar.

O que é queratose actínica

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a queratose actínica é uma neoplasia benigna da pele com potencial de evolução para câncer de pele, como o carcinoma de células escamosas, também chamado de carcinoma espinocelular.

A lesão costuma ser descrita como avermelhada e áspera, localizada principalmente em áreas expostas ao sol, como rosto, orelhas, lábios, dorso das mãos, antebraços, ombros, colo e couro cabeludo, especialmente em pessoas com calvície ou regiões mais expostas à radiação solar.

Características da lesão

Segundo a SBD, a queratose actínica apresenta as seguintes características:

  • Lesões pequenas, que podem ser múltiplas;
  • Mais palpáveis do que visíveis, percebidas ao passar a mão lentamente sobre a pele, com sensação áspera ao toque;
  • Mais frequentes em idosos de pele clara, devido à exposição solar crônica;
  • Também podem atingir adultos mais jovens.

Em seu site, a entidade destaca: “Como os efeitos da radiação UV são cumulativos, pessoas mais velhas são as mais suscetíveis a desenvolver ceratoses actínicas”.

Dados sobre a queratose actínica no Brasil

Segundo a SBD, a condição é o quarto diagnóstico dermatológico mais frequente no Brasil. Apesar de ser considerada uma lesão pré-cancerígena, apenas 10% evoluem para carcinoma espinocelular.

Ainda de acordo com a entidade, entre 40% e 60% dos carcinomas têm início em ceratoses não tratadas. Por isso, a recomendação é que todos os casos de queratose actínica recebam acompanhamento adequado. O tratamento pode incluir medicamentos tópicos e procedimentos dermatológicos.

(Jennifer Feitosa, Jovem Aprendiz, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web de oliberal.com)

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