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Pesquisa revela que realizar atividade física pode reduzir os riscos de depressão após os 50 anos

O estudo identificou que as mudanças no comportamento ao longo do tempo influenciam a saúde mental

Victoria Rodrigues
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Todos sabem que realizar atividades físicas faz bem para a saúde, mas você sabia que essa prática também pode ajudar a reduzir os riscos de depressão na terceira idade? Uma pesquisa desenvolvida pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) identificou que algumas mudanças no comportamento ao longo do tempo influenciam a saúde mental, principalmente a questão dos exercícios.

“Nessa pesquisa, buscamos entender a associação entre a atividade física e a incidência de sintomas depressivos em idosos, usando dois conjuntos de dados muito comparáveis (...) Criamos cenários de intervenções plausíveis e estimamos como seria o risco de sintomas depressivos se as pessoas mantivessem esses níveis de atividade física ao longo dos 12 anos”, revelou o pesquisador do estudo André de Oliveira Werneck.

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Pequenos exercícios diários já ajudam na prevenção da depressão

A pesquisa de nível internacional analisou dados de mais de 15 mil pessoas com 50 anos ou mais, acompanhadas por até 12 anos no Reino Unido e nos Estados Unidos. Portanto, como resultados, o estudo concluiu que houve uma redução consistente no risco de desenvolver sintomas depressivos em pessoas dos dois países, já que os riscos diminuíram em 12% (nos norte-americanos) e 13% (nos ingleses) com práticas leves.

Para André Werneck, pequenos exercícios diários já ajudam na prevenção da doença. “Nossos resultados demonstram que a prática de atividade física moderada já traz benefícios tão grandes para as pessoas idosas. Não há necessidade de exercícios muito intensos (...) Mesmo pequenas quantidades já estão associadas a uma redução significativa dos sintomas depressivos. A relação não é do tipo tudo ou nada”, explicou.

Além das pequenas mudanças no dia a dia, convidar alguém para fazer exercícios junto com você é uma excelente ideia. “A conexão social é fundamental. Praticar atividade física com outras pessoas, mesmo de forma informal, melhora a adesão e o humor (...) A atividade física deve ser vista como uma ferramenta para manter a independência e o bem-estar, e não como um remédio”, finalizou o pesquisador André Werneck.

(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Enderson Oliveira, editor web em Oliberal.com)

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