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Novo tratamento para hanseníase pode acelerar a recuperação de pacientes com a doença no Brasil

Os pesquisadores acreditam que o método pode ser implementado no SUS para ampliar o acesso às pessoas em situação de vulnerabilidade social

Victoria Rodrigues
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Com o propósito de promover maior eficácia no tratamento de pessoas com hanseníase, foi publicada uma pesquisa na Revista Brasileira de Doenças Infecciosas que apresenta um novo regime terapêutico da doença para os pacientes. A iniciativa foi tomada pelos pesquisadores devido ao combate à hanseníase enfrentar o problema de cepas resistentes ao tratamento que já é utilizado há 40 anos no país.

O método terapêutico atual utiliza um coquetel de antibióticos chamado de poliquimioterapia (PQT), mas apesar desse tratamento ser usado há quatro décadas, o Brasil ainda ocupa o primeiro lugar em taxa de detecção da doença, em seguida vem a Índia na segunda colocação. Além disso, a sociedade médica estima que haja de três a cinco vezes mais casos da doença no país ainda sem diagnóstico.

Como é realizado o novo tratamento para hanseníase?

O novo tratamento para hanseníase utiliza antibióticos amplamente ingeridos pela população, sendo: rifampicina, moxifloxacino, claritromicina e minociclina em uma nova formulação. A diferença é que, ao invés de ser a PQT tradicional, a proposta visa não apenas eliminar o bacilo, o Mycobacterium leprae, que causa a doença, mas também promover uma recuperação mais rápida e eficaz da sensibilidade da pele e dos nervos. O tratamento poderá reduzir as chances de incapacidades físicas.

Os pesquisadores alegam que o novo regime terapêutico pode contribuir significativamente com o enfrentamento da doença. Isso porque o método utiliza medicamentos já disponíveis no mercado e que podem ser implementados ao Sistema Único de Saúde (SUS) com facilidade, ampliando o tratamento da hanseníase às pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade social.

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Quais os resultados do tratamento?

O novo estudo foi desenvolvido pelo hansenologista Marco Andrey Cipriani Frade, presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), e outros pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP). Para a composição dos resultados, a pesquisa envolveu o total de 66 pacientes, que foram acompanhados pelos estudiosos durante oito anos, no período de 2015 a 2023. Eles apresentaram:

  • Recuperação rápida dos danos neurológicos;
  • Melhora da sensibilidade nas mãos e nos pés já no terceiro mês, com melhora progressiva mantida após o término do tratamento;
  • E redução de pacientes com incapacidade física.

(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)

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