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SUS disponibiliza teste rápido para detectar dengue; veja como funciona

O teste será realizado tanto em unidades básicas quanto em hospitais da rede pública

Gabrielle Borges

O Sistema Único de Saúde (SUS) passa a contar com um novo aliado no enfrentamento à dengue: um teste rápido capaz de identificar a infecção ainda nos primeiros dias após o início dos sintomas. A medida foi oficializada nesta quinta-feira (26), com publicação no Diário Oficial da União.

Na prática, a inclusão do exame na tabela nacional de procedimentos representa um avanço importante para a rede pública. Isso porque o teste passa a ter registro formal, financiamento garantido e uso regular em diferentes níveis de atendimento, como unidades básicas de saúde, ambulatórios e hospitais. Saiba mais detalhes abaixo.

Como funciona o teste rápido de dengue incorporado ao SUS?

O novo exame incluído pelo Sistema Único de Saúde é conhecido como teste de antígeno NS1, uma tecnologia que permite identificar a dengue de forma mais precoce. O NS1 detecta diretamente uma proteína do vírus presente no sangue logo no início da infecção.

Por ser simples e de rápida execução, o teste pode ser aplicado em diferentes níveis de atendimento, incluindo a atenção básica, ampliando o acesso da população ao diagnóstico.

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Como é feito o exame?

O procedimento é simples e é feito a partir de uma pequena amostra de sangue. O teste utiliza uma técnica chamada imunocromatografia, semelhante à de outros testes rápidos já conhecidos.

Após a coleta, o material é colocado em um dispositivo que reage à presença do antígeno do vírus. O resultado costuma ficar pronto em poucos minutos, o que agiliza o atendimento e a tomada de decisão pelas equipes de saúde.

Quem pode fazer o teste e onde será oferecido?

De acordo com a norma, o exame pode ser solicitado por diferentes profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros e biomédicos, e está disponível para pessoas de todas as idades.

O teste será realizado tanto em unidades básicas quanto em hospitais da rede pública, sem custo direto para o paciente, reforçando o acesso universal ao diagnóstico.

Quando o teste começa a ser ofertado?

A medida já está em vigor, mas a implementação ocorre de forma gradual. Isso porque a disponibilização do exame depende da organização dos serviços de saúde e da atualização dos sistemas internos.

A expectativa é que, aos poucos, o teste rápido passe a fazer parte da rotina do SUS, principalmente em períodos de maior circulação da dengue, quando a demanda por diagnóstico tende a aumentar.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)