Sob o sol: ambulantes de Belém reforçam cuidados com a saúde diante do verão amazônico
O médico clínico-geral William Rodrigues orienta uso de roupas leves e claras, além de protetor solar, para aqueles que trabalham nas ruas
O câncer de pele representa 30% dos tumores malignos diagnosticados no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Entre as causas que provocam a doença, está a exposição excessiva ao sol, muito frequente na rotina de vendedores ambulantes — principalmente durante o veraneio. Além da doença, outro risco que esses trabalhadores sofrem diariamente é de desidratação, considerado um perigo imediato, de acordo com o médico clínico-geral William Rodrigues.
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Queimaduras solares e insolação também ocorrem com frequência e, a dependender do estado da pele, podem ser consideras simples ou mais graves. “As lesões por queimadura são facilmente identificáveis, pois ficam manchar avermelhadas ou surgem bolhas. Porém, nos casos de insolação, existem também sintomas como mal estar geral, tontura, náuseas e vômitos, fraqueza global e sonolência, nos casos mais simples”, explica o médico.
Para evitar a desidratação, o jornaleiro Francisco das Chagas, que trabalha no Ver-O-Peso de segunda-feira a sábado, não abre mão da garrafa de água. “Bebo muita água, tem aqui sempre uma garrafinha aqui. É a mesma coisa todos os dias”, fala. Além da ingestão de líquido, o sacoleiro Ricardo dos Santos também prioriza o cuidado com a pele: “A gente usa o boné e a camisa de manga comprida para proteger um pouco do sol. O sol aqui é muito, muito quente.”
“Quanto maior a exposição ao calor e ao sol, a ingestão de água, tem de ser maior, para evitar desidratação intensa. Ainda, deve-se dar preferência por roupas claras e leves, de manga longa e se possível com proteção contra os raios ultravioleta”, afirma William. O clínico também recomenda a ingestão de frutas e legumes, evitando alimentos gordurosos e pesados.
O vendedor de açaí Antônio Costa, conhecido como Alan do Açaí, também opta por óculos solares e calças. “Está muito mais quente. A gente se hidrata com água, às vezes, e toma um suco”, conta. Luiz Augusto Rosário, vendedor de óculos, destaca o uso de protetor solar e chapéus, e lembra que a mãe sempre alerta sobre beber bastante água. “Todos vocês que trabalham no sol e vendedores: vamos nos proteger, usar camisa térmica, que é muito importante, e o chapéu com protetor solar”, recomenda aos colegas.
O clínico-geral William Rodrigues alerta que as lesões que podem indicar câncer de pele aumentam de tamanho com o passar do tempo, sangram com facilidade e possuem bordas irregulares. “Quanto maior a exposição solar, maior deve ser a gradação (força de bloqueio) do protetor, ainda, devem ser com proteção contra os raios UV-A e UV-B”, orienta.
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