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AVC: 10 bebidas alcoólicas que elevam o risco de derrame

Confira a lista de destilados e fermentados que exigem maior cautela devido ao seu potencial de agressão vascular

Jennifer Feitosa

Um estudo genético publicado na revista The Lancet em 2019 revelou que o consumo de uma a duas doses diárias de álcool resulta em um aumento entre 10% e 15% no risco de AVC. Em casos de consumo excessivo, as chances são ainda maiores.

O álcool atua diretamente sobre a pressão arterial, que é um fator determinante para ocasionar um derrame. Com o consumo de quatro doses por dia, a pressão se eleva, e o risco de AVC pode chegar a 35%.

O consumo frequente de álcool interfere negativamente nas funções cognitivas com o passar do tempo, afetando diversos órgãos. Segundo a área da saúde, quanto menor a quantidade de álcool ingerida, melhor para o organismo.

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Os riscos foram divididos em três grandes grupos:

  • Comportamentais: Fumo, consumo de álcool, sedentarismo e dietas ruins (pouca fruta/vegetais, muito sal ou carne vermelha);
  • Ambientais: Poluição do ar (interna e externa), temperaturas extremas (muito frio ou muito calor) e exposição ao chumbo;
  • Metabólicos: Pressão alta (o principal), obesidade (IMC alto), glicose alta, colesterol alto e problemas nos rins.

Diferente de outros fatores que possuem níveis mínimos de segurança, o texto menciona o consumo de álcool em "qualquer dosagem" para o cálculo do impacto no AVC.

Bebidas com maior agressão vascular

Os destilados possuem um alto teor de álcool em pequenos volumes, sendo considerados os mais perigosos a serem consumidos. Confira:

  • Uísque: Chega a 50% de álcool, possui elevado teor calórico e atinge rapidamente o organismo;
  • Vodca: Contém aproximadamente 40% de álcool. Se misturada com energéticos, pode aumentar o risco de arritmia e hipertensão;
  • Gim: Apesar de ter menos calorias, seu teor alcoólico oscila entre 40% e 50%;
  • Cachaça: Pode atingir até 48% de álcool no Brasil;
  • Tequila: Varia entre 27% e 40% de álcool, sendo frequentemente ingerida em excesso;
  • Conhaque (brandy): Pode ultrapassar 50% de álcool, com risco de impacto direto na pressão arterial;
  • Licor: Apesar do sabor adocicado, seu teor alcoólico pode ser alto e contém grande quantidade de açúcar.

Essas bebidas tendem a sobrecarregar o sistema cardiovascular, elevando a pressão e o perigo de problemas cerebrovasculares, principalmente se consumidas com frequência.

Bebidas de baixo risco que exigem cautela

As bebidas fermentadas costumam ser vistas como menos prejudiciais, mas seu perigo não é nulo e requer atenção especial. Veja:

  • Vinho tinto: A ingestão de uma taça diária não é confirmada por estudos como benéfica, e o álcool ainda tem efeito na pressão;
  • Vinho branco e espumante: Geralmente com maior adição de açúcar, o que pode resultar em inflamação e mal-estar;
  • Cerveja: Possui baixo teor alcoólico; entretanto, se consumida em grande quantidade, eleva a pressão e o peso corporal.

Apesar da baixa concentração de álcool, o consumo frequente dessas bebidas influenciará na elevação do risco de AVC, especialmente se combinado com sedentarismo, má alimentação ou histórico familiar. É importante saber que não existe bebida alcoólica "segura", apenas algumas que interferem de forma negativa mais lentamente do que outras.

(Jennifer Feitosa, Jovem Aprendiz, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web de oliberal.com)