3 vírus podem gerar crises em 2026, alertam especialistas

Apesar de não haver alarme, a situação viral é monitorada para 2026, com foco em H5N1, mpox e Oropouche devido a riscos de expansão

Jennifer Feitosa
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Especialistas em doenças infecciosas estão em estado de alerta com três vírus que podem levar a novas crises de saúde em 2026. São eles: a gripe aviária H5N1, o mpox e o vírus Oropouche.

A situação, contudo, não é considerada alarmante, mas exige vigilância estratégica. Fatores como aquecimento global, crescimento populacional e maior mobilidade humana contribuem para o rápido crescimento desses patógenos. Segundo o professor adjunto Patrick Jackson, em artigo da revista The Conversation, esses três tipos de vírus demandam atenção já neste ano.

Saiba o que é cada vírus e o que eles provocam.

Vírus Oropouche: uma ameaça em expansão

O vírus Oropouche, menos conhecido, é transmitido por mosquitos diminutos e causa sintomas similares aos da gripe. Identificado em 1950 em Trinidad e Tobago, foi associado inicialmente à região amazônica.

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Desde os anos 2000, o patógeno vem se alastrando por outras áreas da América do Sul, América Central e Caribe. Em 2023, foram documentadas as primeiras mortes.

Até agosto de 2023, 90% dos casos nas Américas foram registrados, conforme a Organização Pan-Americana da Saúde. Foram 20 estados com ocorrências e cinco mortes no Brasil:

  • Rio de Janeiro: 4 mortes
  • Espírito Santo: 1 morte

Casos também foram identificados na Europa, ligados a viajantes infectados, e há relatos de transmissão vertical (mãe para filho). Existe ainda a possibilidade de relação com diagnósticos de microcefalia e óbitos fetais.

O mosquito vetor já se adaptou a diversos ambientes do continente. Atualmente, não existe tratamento específico ou vacina disponível para o vírus Oropouche.

Em 5 de janeiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentou uma proposta. O objetivo é desenvolver ferramentas ágeis para auxiliar no controle e prevenção contra este vírus.

Gripe aviária H5N1: o risco da transmissão entre espécies

A gripe aviária H5N1 é uma ameaça constante, conhecida por afetar diferentes espécies e possuir rápida mutação. A maior crise registrada foi em 2009, com 280 mil mortes pela cepa H1N1 (gripe Suína).

Historicamente, o vírus afetava apenas aves. Contudo, vacas leiteiras nos Estados Unidos tornaram-se novos alvos. Essa mudança de espécies alarmou especialistas.

A expansão não é um caso isolado, com o patógeno reaparecendo em rebanhos em vários estados americanos. Estudos indicam que pode ter havido transmissões de vacas para humanos sem sintomas aparentes.

No Brasil, a gripe aviária foi confirmada em uma granja comercial em 2025. O vírus ainda não alcançou o modo de transmissão entre humanos. Caso isso ocorra, há um risco de possível pandemia.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) registraram 71 casos humanos e duas mortes desde 2024, sem indícios de transmissão comunitária sustentada.

Vacinas estão em análise, pois as formulações atuais podem não oferecer proteção suficiente contra essa cepa. O Instituto Butantan já realiza estudos pré-clínicos de segurança para uma vacina.

Mpox: duas variantes e preocupações globais

O mpox, antes titulado como doença rara e restrito a regiões específicas da África, causou controvérsia em 2022 com a circulação da cepa clado IIb em cem países.

Normalmente transmitido por contato físico, especialmente durante relações sexuais, essa variante do vírus se espalha atualmente de forma contínua em diversas nações.

Desde 2024, países da África Central têm relatado infecções pela cepa clado I, considerada mais severa. Casos foram registrados nos Estados Unidos em pessoas sem histórico de viagem à África.

Não há tratamento específico para o mpox, embora exista uma vacina. Especialistas indicam que a expansão do vírus pode ocorrer em 2026, acompanhada de problemas sanitários.

Outras doenças também geram preocupações para o ano de 2026. Entre eles, estão o sarampo e a chikungunya, além do vírus Nipah e o HIV.

(Jennifer Feitosa, Jovem Aprendiz, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web de oliberal.com)

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