Durante uma reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as empresas de aplicativo na Câmara Municipal de São Paulo, um vereador que não percebeu o microfone ligado declarou: “Varrendo com água na calçada... é coisa de preto, né?”. Após a frase ser ouvida, o presidente da CPI, Adilson Amadeu (União Brasil), suspendeu os trabalhos por cinco minutos. As informações são do G1 São Paulo.
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A voz seria do vereador Camilo Cristófaro (PSB), que não estava presente na Câmara durante a fala, mas participava da sessão de forma remota, através de videoconferência. A vereadora Luana Alves (PSOL), que é negra, declarou que Cristófaro foi “extremamente racista”. O gabinete da parlamentar informou que ela entrará com representação na Corregedoria para que Cristófaro seja investigado pela casa por ato de racismo.
“Infelizmente nós temos a sessão completamente tumultuada por um áudio que tem a voz do vereador Camilo Cristófaro, que acaba de proferir uma frase extremamente racista. Eu queria não acreditar que essa fala existiu, mas infelizmente existiu. Conversamos ali atrás, queria pedir à secretária da Mesa das notas taquigráficas. Ficará registrado. Ficou acordado que todos aqui são testemunhas para todas as ações que venham a ocorrer se ficar comprovado que é do vereador Camilo Cristófaro, como parece ser”, disse Luana Alves.