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POSICIONAMENTO

Tarcísio defende Bolsonaro após indiciamento: 'Respeitou resultado da eleição'

Por meio da rede social X, o governador de São Paulo ainda defendeu que a investigação mostre "a verdade dos fatos"

Conteúdo Estadão

21 de novembro de 2024 às 23:17

Presidente Jair Bolsonaro participa de transmissão ao vivo ao lado do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas

Presidente Jair Bolsonaro participa de transmissão ao vivo ao lado do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas ( Foto: Reprodução Youtube )

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se manifestou na noite desta quinta-feira, 21, sobre o indiciamento de seu aliado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela Polícia Federal. Tarcísio evitou fazer ataques à PF e ao Supremo Tribunal Federal (STF) como outros bolsonaristas, mas saiu em defesa do ex-presidente, argumentando que ele teria respeitado o resultado das urnas. 

"Há uma narrativa disseminada contra o presidente Jair Bolsonaro e que carece de provas. É preciso ser muito responsável sobre acusações graves como essa. O presidente respeitou o resultado da eleição e a posse aconteceu em plena normalidade e respeito à democracia. Que a investigação em andamento seja realizada de modo a trazer à tona a verdade dos fatos", afirmou o governador de São Paulo.

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Tarcísio é considerado o favorito para suceder Bolsonaro em uma eventual candidatura de direita à Presidência da República. Contudo, tem dito a aliados que prefere concorrer à reeleição em São Paulo, uma eleição que é considerada mais simples para ele. Com frequência, Tarcísio é cobrado a fazer acenos e defesas mais enfáticas a Bolsonaro, seu padrinho político. Tarcísio foi ministro da Infraestrutura do governo Bolsonaro e não deixa de comparecer a eventos quando convocado pelo ex-presidente.

Jair Bolsonaro e mais 36 aliados foram indiciados por golpe de Estado, abolição violenta do Estado democrático de direito e organização criminosa. As penas máximas somadas para os crimes podem chegar a 28 anos. Em entrevista ao portal "Metrópoles", compartilhada no próprio perfil de Bolsonaro, o ex-presidente disse que "a luta começa na PGR" e que não poderia esperar algo diferente de "quem usa a criatividade". O inquérito será enviado agora ao procurador-geral da República Paulo Gonet, a quem caberá decidir se denuncia ou não o ex-presidente.