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DETERMINAÇÃO

STF determina que servidores da Funai terão poder de polícia em operações de desintrusão em TI

Medida vai definir quais servidores poderão usar armas e quais vão atuar como fiscais de infrações em Terras Indígenas

O Liberal

7 de março de 2024 às 09:11

Justiça determina que União forneça água potável para comunidade de Terra Indígena Mãe Maria, no Pará

Justiça determina que União forneça água potável para comunidade de Terra Indígena Mãe Maria, no Pará ( Foto: Foto: Mário Vilela /Funai (imagem meramente ilustrativa) )

Servidores da Fundação dos Povos Indígenas (Funai) terão o poder de polícia durante o processo de desintrusão de Terras Indígenas. A determinação, feita pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, deverá ser cumprida em até 180 dias. 

A decisão foi tomada por conta de uma ação que caminha no Supremo desde 2021 e trata do plano de retirada de não indígenas de terras demarcadas. A partir da regulamentação, serão definidos quais servidores poderão usar armas e quais vão atuar como fiscais de infrações.

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Barroso elogiou as ações do governo federal, especialmente nas Terras Indígenas de Apyterewa e Trincheira Bacajá, mas avaliou ser necessário garantir que os invasores não retornem. A desintrusão também favorece os povos yanomami, karipuna, uru-eu-wau-wau, kayapó, araribóia e mundurucu. 

A determinação do presidente do STF parte do entendimento de que a medida seria necessária para garantir que os funcionários da Funai possam realizar a apreensão e a destruição de bens irregulares nas operações do órgão. 

"A Funai segue sem exercer o poder de polícia, o que compromete a efetividade de suas atividades fiscalizatórias dentro das TIs", destacou o ministro.