SEX · 02 OUT 2026Assine

POLÍTICA

Silveira diz que há disposição do governo em fechar acordo com Eletrobras em conciliação

Ministro afirmou que presidente Lula quer que as negociações avancem

Letícia Fucuchima/Reuters

12 de julho de 2024 às 16:06

Ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira, fala durante uma entrevista com a Reuters.

Ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira, fala durante uma entrevista com a Reuters. ( Foto: Callaghan O'Hare/Reuters )

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta sexta-feira que o governo está disposto a fechar acordo com a Eletrobras na conciliação que trata sobre o poder de voto da União na empresa, embora ainda haja pendências para serem resolvidas entre as partes.

"Há sim possibilidade de acordo, já tivemos várias reuniões com a Eletrobras. Há ainda pendências a serem dirimidas, há uma dedicação muito grande da AGU (Advocacia Geral da União), do ministério", disse Silveira a jornalistas, após participar de evento em São Paulo.

"E há uma boa vontade do presidente (Lula) em ver a importância de avançarmos, até para sinalizarmos claramente a segurança jurídica e previsibilidade ao investidor, a todo mundo", acrescentou.

VEJA MAIS

Ministro pede celeridade ao Ibama na análise sobre exploração na Margem Equatorial Para ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, petróleo ainda é uma fonte energética fundamental no Brasil

Ministro de Minas e energia afirma que Ibama não pode legislar no caso da Margem Equatorial Segundo Alexandre Silveira, a legislação ambiental deve ser respeitada no caso, mas não ultrapassada

Governo Federal quer reduzir conta de luz com recursos da Eletrobras MP pretende antecipar repasses à CDE e usar dinheiro de fundos regionais

Ele ressaltou ainda a disposição do governo em achar um denominador comum para "corrigir" o fato de a União não possuir nenhum representante no conselho da Eletrobras, embora tenha uma participação relevante das ações.

"A Eletrobras só me procura para uma coisa: tentar o acordo. Porque vai ser bom para ela, porque o dia que fizer o acordo, naturalmente as ações vão subir, vai ter mais investidor, vai ter mais poder de investimento, o que é bom para o Brasil e para ela", finalizou.