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CRISE NO STF

AO VIVO: sessão inédita no STF decide se abre investigação contra Alexandre de Moraes

Ministros se reúnem para decidir sobre a investigação das relações de Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master

O Liberal

15 de setembro de 2026 às 08:06

Modificado em 15 de setembro de 2026 às 18:57

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se reúnem em sessão plenária extraordinária para julgar o pedido do ministro André Mendonça de abrir uma investigação a respeito das relações de seu colega na Corte, Alexandre de Moraes, com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

O caso veio à tona após o Estadão revelar, no dia 1º de setembro, detalhes de mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro. O embate deflagrou uma crise sem precedentes no STF, que se estendeu nas últimas semanas, a ponto de o presidente da Corte, Edson Fachin, tomar para si a relatoria da questão e também o inquérito das fake news, do qual Moraes era relator desde 2019.

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Aliados de Moraes se embrenharam em uma guerra de despachos com o intuito de embarreirar a realização da sessão. Para o grupo, o ideal seria promover no mesmo dia a discussão sobre o pedido de Moraes para investigar Mendonça, mas Fachin manteve a sessão desta terça agendada e jogou o caso contra Mendonça para o dia 23.

Resumo sobre o caso

  • Esta é a 1ª vez na história do Supremo Tribunal Federal que ministros da Corte se reúnem para decidir se um colega deve ou não ser investigado.
  • Os ministros analisam um relatório da PF que apontou 52 mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
  • Moraes se manifestou pela 1ª vez ontem, chamou a apuração de André Mendonça contra ele de ilegal e disse que nunca favoreceu Vorcaro.
  • O 1º a votar será o presidente do STF, Edson Fachin, que assumiu a relatoria do caso. A sessão ainda está cercada de incertezas sobre o rito, o quórum e até mesmo a extensão do que será votado.
  • O julgamento ocorre em meio a uma crise sem precedentes no Supremo, marcada por tensões e uma 'batalha' de pedidos entre ministros. Entenda a cronologia da crise.

O que é o caso Master?

A investigação da Polícia Federal aponta para um suposto esquema de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master. Segundo as apurações, uma das principais suspeitas é a criação e negociação de carteiras de crédito fictícias para dar aparência de solidez financeira à instituição.

Caso Master: entenda as acusações e as mensagens envolvendo Vorcaro e Moraes Relatório da Polícia Federal teve o sigilo retirado por André Mendonça e reúne mensagens, encontros e contratos relacionados ao ex-banqueiro e ao ministro do STF

A investigação avançou em diferentes fases da Operação Compliance Zero. Em março de 2026, o STF informou que a PF apontava a existência de um esquema de fraudes bilionárias supostamente coordenado por Vorcaro, com suspeitas de interlocução direta com servidores responsáveis pela supervisão bancária.O caso também alcançou operações envolvendo o Banco de Brasília (BRB).

Renan Santos cobra reação do STF e volta a criticar envolvimento de ministros no caso Master

Segundo decisão de abril, elementos obtidos pela PF indicavam a fabricação, venda e cessão de carteiras de crédito supostamente fictícias do Master ao BRB, com operações que teriam alcançado R$ 12,2 bilhões.

Fachin inicia fala sobre pedido de investigação de Moraes

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, iniciou a manifestação sobre o pedido apresentado pelo ministro André Mendonça para abertura de investigação a respeito das relações do ministro Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Em discurso de abertura da sessão plenária extraordinária, Fachin afirmou que a Corte atravessa um período difícil e fez um apelo pela preservação do legado institucional do Supremo.

“Esta instituição não nos pertence. Temos o dever de preservá-la no presente”, disse Fachin.

Fachin destacou que o Supremo já enfrentou momentos em que precisou pagar um preço por permanecer fiel à Constituição, citando o julgamento dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

“Em determinados momentos essa instituição pagou um preço por permanecer fiel à sua missão constitucional como fez ao julgar o 8 de janeiro de 2023. Não podemos entregar às gerações futuras um STF menor do que recebemos. Isso não significa ausência de divergências”, afirmou.

O presidente da Corte também defendeu que divergências entre os ministros não devem comprometer o respeito institucional.

“Há respeito institucional quando há discordância, há consideração pelo colega mesmo quando não há convergência. Há limites que não decorrem da amizade ou da afinidade pessoal, mas da própria função que exercemos. A presidência, por isso, não pode e não pôde escolher o caminho mais fácil”, declarou.

Fachin afirma que cabe ao plenário investigar ministros do STF

Ao abordar diretamente o pedido de André Mendonça, Fachin afirmou que a competência para investigar integrantes da Corte é do plenário do Supremo.

“Ocorre que compete ao plenário do Supremo Tribunal Federal investigar seus integrantes”, afirmou o presidente do STF.

Ele leu a manifestação da PGR, que afirmou que a ordem para investigar Moraes é nula por "exceder os limites da competência do juiz".

Edson Fachin.
Edson Fachin. (Foto: EVARISTO SA / AFP)

"Mesmo que casualmente fosse encontrado algum indício do que o relator entendesse ser irregularidade e de interesse penal, não caberia a ele aprofundar as pesquisas sobre o colega", continuou o relatório.

"Não é nesse momento qualquer juízo ou antecipação do valor probatório, mesmo porque qualquer juízo dessa natureza se reserva ao Ministério Público. O objeto desse julgamento é precisamente a autorização de abertura de investigação contra ministro", concluiu Fachin.

Nunes Marques diz que nunca teve relação com Banco Master e se declara impedido no julgamento 

O ministro Kassio Nunes Marques pediu a palavra durante a sessão plenária extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa o pedido do ministro André Mendonça para abertura de investigação sobre as relações entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Nunes Marques afirmou que nunca julgou processos envolvendo o banco e negou qualquer relação pessoal ou profissional com Vorcaro.

“Em relação a mensagens que circulam desde ontem, nunca julguei nenhum processo relacionado ao Master. Meu filho nunca prestou nenhum serviço ao banco e nunca foi remunerado pelo banco”, declarou.

Durante a manifestação, Nunes Marques disse que as informações sobre sua relação com o Banco Master poderiam ser verificadas por meio da quebra de sigilo bancário.

Nunes Marques.
Nunes Marques. (Foto: Gustavo Moreno/STF)

“Isso é fato, porque o sigilo bancário já foi quebrado”, afirmou.

O ministro também declarou que nunca trocou mensagens com Daniel Vorcaro.

“É bom que registre que, em relação ao caso, eu nunca troquei nenhuma mensagem com Daniel Vorcaro, já esclarecendo alguns fatos”, disse.

Após os esclarecimentos, Kassio Nunes Marques se declarou impedido de participar do julgamento sobre o pedido de investigação envolvendo Alexandre de Moraes.

Dias Toffoli relembra afastamento de relatoria e também se declara impedido no caso Banco Master 

O ministro Dias Toffoli se manifestou durante a sessão plenária extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa o pedido do ministro André Mendonça para abertura de investigação sobre as relações entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Dias Toffoli.
Dias Toffoli. (Foto: Gustavo Moreno/STF)

Durante a fala, Toffoli relembrou que anteriormente deixou a relatoria de investigações relacionadas ao caso Banco Master no Supremo.

Dias Toffoli declarou-se suspeito e impedido de atuar em processos relacionados ao caso Banco Master e a investigações envolvendo Daniel Vorcaro.

Com a decisão, o ministro não participa da análise do pedido apresentado por André Mendonça sobre a abertura de investigação envolvendo Alexandre de Moraes.

Ao concluir a fala, Toffoli reiterou que não participará do julgamento, mas que continuará participando da sessão. "E também, se necessário fazer uso da palavra, eu farei", afirmou.

Gilmar Mendes pede discussão de documento enviado por Flávio Dino e defende imparcialidade judicial 

O ministro Gilmar Mendes apresentou uma questão de ordem durante a sessão plenária extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (15), antes do início da análise do pedido de André Mendonça para abertura de investigação sobre as relações entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Gilmar pediu que os ministros discutam um documento enviado pelo ministro Flávio Dino antes do início do julgamento do caso envolvendo Moraes.

Gilmar Mendes.
Gilmar Mendes. (MATEUS BONOMI / AGIF / AGIF VIA AFP)

Na sequência, Gilmar Mendes fez uma argumentação sobre o modelo acusatório e afirmou que esse sistema pressupõe a atuação de um juiz plenamente imparcial.

Durante a manifestação, o ministro apareceu usando um curativo na região da cabeça. O motivo do curativo não foi informado por Gilmar ao longo de sua fala.

Flávio Dino critica busca por popularidade e alerta para risco de “autoritarismo” nos tribunais

O ministro Flávio Dino pediu a palavra durante a sessão plenária extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em sua manifestação, Dino afirmou que o Supremo não deve ser utilizado para projeção pessoal ou busca de popularidade.

“Aqui não é lugar de quem busca aplausos, busca popularidade. Aqui não é lugar para fazer biografia, é para fazer justiça”, declarou.

Flávio Dino também criticou a possibilidade de aceitação do pedido em discussão e afirmou que isso poderia abrir espaço para práticas autoritárias no Judiciário.

“Se nós aceitarmos a vocatória, presidente, nós estaremos abrindo uma avenida de autoritarismo, de despotismo, de tirania nos tribunais que ninguém vai controlar”, afirmou.

Flávio Dino.
Flávio Dino. (Foto: SERGIO LIMA / AFP)

“Momento mais corrupto da história do Judiciário”, afirma Dino 

Durante o discurso, Flávio Dino afirmou que o Brasil atravessa o que classificou como o “momento mais corrupto da história do Judiciário”. O ministro também declarou que a corrupção tem aumentado no país.

“Não existe venda de sentenças sem um advogado cobrando”, disse.

Dino fala sobre a questão de ordem que Gilmar apresentou. "A proposta da questão de ordem que o ministro vai abordar não é que a gente suspenda o julgamento. É que a gente cumpra o regimento".

Ele diz que não houve redistribuição do caso após André Mendonça. "O regimento diz que tem que distribuir [ao presidente]. Não existe autodesignação de relator", afirmou.

‘Quem tem medo da Polícia Federal?’: Mendonça e Moraes protagonizam discussão durante sessão do STF 

O ministro André Mendonça que existe uma “Polícia Federal paralela” e disse que teria sido alvo de monitoramento por integrantes da corporação após assumir casos relacionados ao Banco Master e ao escândalo do INSS.

Mendonça é o relator do pedido que analisa a abertura de investigação sobre as relações entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

André Mendonça e Alexandre de Moraes.
André Mendonça e Alexandre de Moraes. (Foto: EVARISTO SA / AFP - arquivo)

O ministro Alexandre de Moraes pediu a palavra pela primeira vez durante a sessão e afirmou que as discussões realizadas no plenário demonstrariam uma conexão entre duas petições em análise pelo Supremo.

Segundo Moraes, os pedidos — um contra ele e outro contra André Mendonça — estariam relacionados e não poderiam ser avaliados separadamente.

“Não há como julgar hoje sem julgar terça-feira (que vem)”, afirmou Moraes.

Ministros protagonizam discussão durante sessão

Durante o debate, Alexandre de Moraes questionou Mendonça: “Quem tem medo da Polícia Federal?”

Mendonça pediu um aparte, mas teve o pedido negado pelo colega.

Na sequência, Moraes afirmou que teria testemunhas que comprovariam suposta pressão de Mendonça sobre investigações relacionadas ao Banco Master.

Mendonça reagiu e afirmou que Moraes estaria mentindo. Os dois ministros protagonizaram uma discussão em tom ríspido durante a sessão do STF.

‘Leviano’: Gilmar critica condução de Mendonça e protagoniza embate com ministro em sessão do STF

O ministro Gilmar Mendes continuou sua manifestação durante a sessão plenária extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF). Gilmar afirmou que a discussão não deveria se limitar à possibilidade de investigação de um ministro específico, mas envolver os critérios utilizados para abertura de procedimentos contra integrantes da Corte.

“A pergunta não é saber se esse ou aquele ministro deve ser investigado. A pergunta é se continuaremos a admitir que o rigor da persecução penal seja distribuído conforme a identidade do investigador”, declarou.

Gilmar aponta “viés político-eleitoral” na condução do caso

Durante o discurso, Gilmar Mendes afirmou que houve “inequívoco viés político-eleitoral” na condução do processo.

“Há um inequívoco viés político eleitoral na forma como o tema foi conduzido nos autos”, afirmou.

A declaração provocou reação de André Mendonça, que interrompeu a fala do colega.

“Vossa Excelência está sendo leviano, ministro”, disse Mendonça.

Ministros trocam acusações durante debate

Gilmar Mendes reagiu à interrupção e pediu que Mendonça aguardasse sua manifestação.

“Vossa Excelência não tem a palavra. Vai escutar com tranquilidade. Evidente condução político-eleitoral a escolha do 7 de Setembro. Isso não se faz, pessoas decentes não fazem isso”, afirmou Gilmar.

Mendonça respondeu em seguida:

“Não aponte o dedo para mim, ministro Gilmar. Não está falando com qualquer um”, declarou.

Sessão no STF.
Sessão no STF. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

Gilmar questiona vazamentos e Fachin diz que casos são investigados

Na sequência, Gilmar Mendes questionou a origem de vazamentos relacionados ao caso.

“Quem é o vazador geral da República? É a Polícia Federal? Interessante que nos nossos gabinetes, ministro Fux, não se vaza nada”, afirmou.

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, esclareceu que eventuais vazamentos estão sendo investigados pela própria Corte.

Gilmar critica decisão sobre julgamento durante período eleitoral

Ao final da manifestação, Gilmar Mendes afirmou que uma decisão sobre um tema considerado grave não poderia ocorrer sob influência externa ou sem respeito à colegialidade do Supremo.

“A deliberação do Tribunal sobre matéria da tamanha gravidade não pode ocorrer nos termos ditados por alguém que tem desprezado qualquer senso de colegialidade, muito menos em pleno ciclo eleitoral”, afirmou.

A sessão do STF foi suspensa às 13h e retornou às 15h30.

Fachin vota para manter casos de Moraes e de Mendonça separados

Na retomada da sessão plenária extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF), às 15h30 desta terça-feira (15), o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, votou contra a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes para que fossem analisados conjuntamente os casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça no contexto das apurações relacionadas ao Banco Master.

Durante o debate, Fachin manteve o entendimento de que os procedimentos devem tramitar separadamente, com a análise do caso de Moraes nesta terça-feira e a questão envolvendo Mendonça prevista para 23 de setembro.

Dino vota pela reunião dos processos de Moraes e Mendonça

Flávio Dino votou a favor da questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes para reunir os procedimentos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça.

O ministro defendeu o adiamento do julgamento, a reunião das petições relacionadas ao Banco Master, o sorteio de um novo relator e o levantamento de informações sobre outros ministros eventualmente citados no caso.

Dino afirmou que a adoção de procedimentos diferentes poderia provocar uma crise institucional recorrente.

“Eu imagino que a essas alturas ninguém cogite que nós vamos deliberar só sobre o ministro Alexandre. Vamos ter que deliberar sobre todos os outros.”

Zanin vota a favor de julgamento conjunto

O ministro Cristiano Zanin acompanhou Flávio Dino e votou a favor da questão de ordem de Gilmar Mendes para suspender o julgamento e analisar conjuntamente os casos de Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Zanin questionou a retirada de Mendonça da relatoria por Fachin e afirmou que a própria decisão do presidente do STF indicaria a possibilidade de discussão sobre a suspeição do ministro.

Moraes acompanha Gilmar e defende mesmo procedimento

O ministro Alexandre de Moraes votou a favor da questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes e defendeu que os procedimentos envolvendo ele e André Mendonça sejam analisados conjuntamente.

Moraes afirmou que há uma “miscelânea procedimental” na condução do caso e questionou a existência de um pedido formal de investigação contra ele por parte da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República ou do próprio Mendonça.

“Não há razão para a diferença de prazos”, afirmou.

O ministro também questionou se Mendonça poderia participar do julgamento que analisará o procedimento relacionado a ele próprio, previsto para a próxima semana.

Mendonça vota pela separação dos casos

O ministro André Mendonça acompanhou Fachin e votou contra a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, defendendo que os procedimentos envolvendo ele e Alexandre de Moraes sejam analisados separadamente.

Mendonça rebateu acusações de irregularidades na condução das apurações e voltou a afirmar que teria sido alvo de monitoramento por uma suposta “PF paralela”.

“Ainda que se considerem conexos, pode haver julgamentos separados”, afirmou.

Gonet defende atuação do MPF e provoca bate-boca no plenário

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou durante a sessão que não mantinha relação de proximidade com Daniel Vorcaro e defendeu a atuação do Ministério Público Federal nas apurações do caso Master.

“Não existe e não tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro”, afirmou.

Após a manifestação, Mendonça pediu a palavra para rebater Gonet, mas foi interrompido por Gilmar Mendes, que reagiu: “É impressionante a desfaçatez desse sujeito!”.

Flávio Dino interveio e pediu que a Corte retomasse a discussão da questão de ordem.

“Eu tenho que interromper esta situação porque nós temos uma questão de ordem. Nós não temos condições de deliberar. O clima é daí para pior, e a sociedade está assistindo a algo diferente do rito que a lei manda”, declarou.

Fux vota para manter caso de Moraes separado

O ministro Luiz Fux votou contra a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes e defendeu que o procedimento envolvendo Alexandre de Moraes prossiga nesta terça-feira.

Fux acompanhou o entendimento de Fachin e Mendonça de que os casos podem tramitar separadamente.

O ministro também destacou que o plenário não analisava naquele momento um inquérito, mas uma apuração cuja finalidade era deliberar sobre os procedimentos a serem adotados.

Cármen Lúcia vota pela separação dos julgamentos

A ministra Cármen Lúcia votou contra a reunião dos procedimentos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça, acompanhando Fachin e defendendo a análise separada dos casos.

Durante a manifestação, Cármen Lúcia afirmou estar em “estado de profunda tristeza” diante do objeto da investigação e da forma como o debate vinha sendo conduzido.

O placar final da votação terminou em 4 a 3 a favor de manter as investigações separadas. O julgamento acabou interrompido por volta das 18h40, devido ao pedido de vista formalizado pelo ministro Flávio Dino.