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'O único caminho é ampliar a taxa de isolamento', diz Helder Barbalho

Pará é o primeiro estado brasileiro a adotar lockdown por determinação própria

Abílio Dantas

Com a assinatura do decreto que estabelece regime de lockdown em dez cidades, o Pará passa a ser o primeiro estado brasileiro a adotar a medida por iniciativa própria. O governador Helder Barbalho concedeu entrevista sobre o assunto, na tarde desta quarta-feira (6), ao programa Edição das 16, do canal de notícias Globonews.

O chefe do Executivo Estadual disse que respeita as estratégias de cada governador, mas que tomou a decisão para proteger as vidas dos paraenses e evitar o agravamento do caos no sistema de saúde. A cidade de São Luís, no Maranhão, também iniciou o regime, mas por ordem da Justiça.

“Cada realidade é uma realidade (de cada estado brasileiro). Nós, aqui, tentamos de toda forma não chegar nesse patamar (da necessidade do lockdown). Porém, neste momento, se faz necessário preservar a vida, se faz necessário salvar a população que está morrendo. Eu não posso, de maneira alguma, assistir quase 400 paraenses perdendo a vida, mais de 5 mil positivados, sem contar os casos subnotificados. Eu tenho a obrigação de proteger a vida das pessoas. E é com este intuito que eu apelo para que a população possa compreender, sabendo que esta decisão não é fácil, mas é necessária. Tenho certeza que cada governador, assim como o governo federal, deve ter a percepção de qual estratégia tomar”, declarou.

Questionado sobre o fato da política adotada trazer sanções a quem infringir as normas, o governador destacou que o decreto funcionará de maneira educativa a partir de quinta-feira (7), para que após três dias, entre na fase de aplicação de punições. Serão aplicadas multas de R$ 150, para pessoas físicas, e de até 50 mil para pessoas jurídicas.

“Busco não julgar aqueles que não aderiram ao isolamento social apenas com o olhar do descompromisso com isso. Nós temos que a nossa missão é valorizar aqueles que já aderiram e fazer um apelo aos que não aderiram. E precisamos separar quem não aderiu porque não pôde, por precisar trabalhar, daqueles que estão desconhecendo a ciência e a medicina, desconhecendo a técnica e entendendo que o isolamento não é o caminho. Não havendo convencimento, o Estado, junto com os municípios, procederão para o cumprimento do decreto. Neste momento, não temos outra alternativa. O único caminho é ampliar a taxa de isolamento para diminuir o número de contaminados e preservar a vida da população”, enfatizou.

A decisão de realizar lockdown em dez municípios, e não no Estado inteiro, foi também comentada pelo governador. Segundo ele, o critério utilizado foi identificar as cidades que já possuíam 50% de casos de contaminação a mais que a média estadual. Ele afirmou também que a baixa taxa de isolamento foi o fator determinante para a criação do decreto.

“Tivemos uma variável de 45% a 50% de adesão ao isolamento. Isto não foi o suficiente para que nós evitássemos com que a covid-19 chegasse a um patamar extremamente preocupante. Nós estamos com 392 óbitos no Estado, 392 vidas perdidas para o novo coronavírus. E ultrapassamos a taxa de 5 mil pessoas contaminadas. Selecionamos estes dez municípios e neles seremos obrigados a implementar as restrições do lockdown para que possamos diminuir o avanço da doença, o número de óbitos, e a procura pelos sistemas público e privado de saúde, que acaba levando para a região metropolitana uma condição preocupante de um possível colapso da estrutura de saúde”, explicou.

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