CONTINUE EM OLIBERAL.COM
X

Ministro do TCU apura relação de Flávio Bolsonaro e Vorcaro no caso Dark Horse

Pedido aponta que R$ 111 milhões podem ter sido captados por meio de recursos que tangenciam o orçamento público, incluindo emendas parlamentares

Estadão Conteúdo
fonte

O ministro Benjamin Zymler, do Tribunal de Contas da União (TCU), foi sorteado relator da representação apresentada pelo Ministério Público junto à Corte que pede a apuração de indícios de irregularidades envolvendo a captação de recursos para a produção do filme "Dark Horse", inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo o pedido, diálogos divulgados pela imprensa apontam que Flávio Bolsonaro teria solicitado recursos a Vorcaro para financiar a produção do filme. A representação menciona um acordo que previa repasses de R$ 124 milhões para o projeto, dos quais R$ 61 milhões teriam sido efetivamente transferidos por meio da Entre Investimentos, empresa que, segundo o documento, seria ligada ao ex-controlador do Banco Master.

VEJA MAIS

image Flávio Bolsonaro conversou com Vorcaro quando investigações sobre o Master já eram públicas
O próprio Flávio admitiu os pedidos e defendeu se tratar de "patrocínio"

image Flávio Bolsonaro diz que 'Daniel Vorcaro era um astro no Brasil'
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usou esse argumento para justificar ter pedido dinheiro ao banqueiro preso por fraudes na instituição financeira

image Em áudio divulgado pelo 'Intercept', Flávio Bolsonaro pede dinheiro a Vorcaro para filme
De acordo com o veículo, o candidato à Presidência teria solicitado dinheiro ao dono do Banco Master para custear despesas do filme sobre a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro

Além do volume que teria vindo diretamente de Vorcaro, o pedido também cita R$ 111 milhões captados por estruturas ligadas à produção por meio de recursos que tangenciam o orçamento público, incluindo emendas parlamentares e contratos administrativos.

"Há suspeitas contundentes de que estruturas associadas à produção do filme tenham captado no mínimo R$ 111 milhões em verbas que tangenciam o Orçamento Público, incluindo emendas parlamentares federais e contratos administrativos, somados a repasses da ordem de R$ 61 milhões provenientes do Banco Master", afirma Furtado na representação.

O subprocurador afirma ainda que o volume mobilizado assume proporções "colossais e incompatíveis" com a normalidade do setor, evidenciando uma vultosa disparidade em relação aos R$ 11 milhões inicialmente declarados pela produtora responsável.

"A divergência e a magnitude desses valores não apenas robustecem os indícios de ocultação de patrimônio, mas também evidenciam o trânsito massivo de verbas carimbadas do erário federal e municipal circulando pelas mesmas estruturas organizacionais associadas ao projeto, demandando o rastreamento integral por esta Corte para identificar o real destino dessa massiva quantia de recursos", acrescenta.

Segundo a representação, os valores contrastariam com declarações de Flávio Bolsonaro de que haveria "zero de dinheiro público" na produção cinematográfica.

Assine O Liberal e confira mais conteúdos e colunistas. 🗞
Entre no nosso grupo de notícias no WhatsApp e Telegram 📱
Política
.
Ícone cancelar

Desculpe pela interrupção. Detectamos que você possui um bloqueador de anúncios ativo!

Oferecemos notícia e informação de graça, mas produzir conteúdo de qualidade não é.

Os anúncios são uma forma de garantir a receita do portal e o pagamento dos profissionais envolvidos.

Por favor, desative ou remova o bloqueador de anúncios do seu navegador para continuar sua navegação sem interrupções. Obrigado!

RELACIONADAS EM POLÍTICA

MAIS LIDAS EM POLÍTICA