'Mensagem comigo não tem': Fux nega contato com Vorcaro no STF
Ministros protagonizaram bate-boca durante sessão que analisava mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, do Banco Master
Os ministros Luiz Fux e Flávio Dino protagonizaram um bate-boca durante a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15). O momento ocorreu depois que Dino mencionou a existência de referências a Fux nas mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
"Mensagem comigo não tem, não, senhor", respondeu Fux. Dino rebateu: "Tem sim, ministro".
Na sequência, Fux afirmou que nunca teve relação com Vorcaro e disse que jamais havia visto o banqueiro. "Infelizmente há menção ao seu nome", afirmou Dino antes de pedir vista. O pedido suspendeu o julgamento, que discutia a abertura de inquérito sobre as mensagens envolvendo Vorcaro e Alexandre de Moraes.
Fux nega ter contato com Vorcaro
O embate começou após Flávio Dino fazer referência, durante a sessão, a possíveis menções ao nome de Luiz Fux nas mensagens relacionadas a Daniel Vorcaro.
Fux reagiu imediatamente e negou ter trocado mensagens com o banqueiro. "Mensagem comigo não tem, não, senhor", afirmou o ministro.
Dino, no entanto, contestou a declaração e respondeu: "Tem sim, ministro".
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Fux também afirmou que nunca havia tido contato com Vorcaro e disse que não conhecia pessoalmente o banqueiro. Segundo o ministro, ele nunca teve qualquer relação com o empresário.
Após a negativa de Fux, Dino voltou a afirmar que havia referência ao nome do ministro no material analisado pela Corte.
"Infelizmente há menção ao seu nome", disse Dino.
O episódio ocorreu durante a sessão convocada para discutir a abertura de inquérito relacionado às mensagens atribuídas a Vorcaro e Alexandre de Moraes.
Além de Fux, Dino também sinalizou que outros ministros poderiam ter tido algum tipo de contato ou referência nas mensagens atribuídas ao banqueiro.
Pedido de vista suspendeu julgamento
Pouco depois do embate, Flávio Dino pediu vista do processo. A medida interrompeu temporariamente a análise do caso pelo STF e impediu uma conclusão definitiva nesta terça-feira.
A sessão terminou com placar provisório de 4 votos a 3 pela manutenção da análise separada das condutas relacionadas a Alexandre de Moraes e André Mendonça.
O presidente do STF, Edson Fachin, votou pela separação dos casos após questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. Ele foi acompanhado por André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.
Do outro lado, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes defenderam que as análises fossem realizadas conjuntamente.
Flávio Dino havia acompanhado essa segunda corrente, mas pediu vista, suspendendo o julgamento antes da definição final.
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