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Lula defende aumento de pena para feminicídio, em meio a desgaste de Flávio com mulheres

O discurso punitivista foi feito por Lula durante evento no Rio Grande do Norte (RN)

Estadão Conteúdo
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (2) o aumento da pena para homens que matam mulheres. A declaração foi feita durante um evento no Rio Grande do Norte (RN).

O discurso, que aborda a punição, ocorre em um momento em que seu adversário político, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), enfrenta desgastes com o público feminino. Usualmente, tal abordagem é associada a políticos de direita.

Lula mencionou o Pacto contra o Feminicídio, tema recorrente em seus discursos recentes. Ele destacou que a primeira-dama Rosângela da Silva, Janja, lidera essa discussão em prol das mulheres.

Punição rigorosa para agressores

O presidente afirmou ser necessário "ser duro" para que os homens compreendam que a existência humana deriva das mulheres. Ele propôs endurecer as medidas contra a violência de gênero.

"O cidadão que bater na mulher vai ter que ser punido, vai ter que utilizar tornozeleira e, se a mulher quiser, não vai nem encostar mais na mulher", declarou Lula. Ele enfatizou a necessidade de aumentar a pena para quem tira a vida de mulheres.

Lula citou exemplos chocantes: "Não é possível, o cidadão trancar a mulher e o filho na casa e tocar fogo, o cidadão dar 66 socos na cara da mulher", ilustrando a brutalidade dos crimes.

Contexto político e outras declarações

Na semana passada, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou um vídeo. Ela relatou ter se sentido "humilhada" por Flávio em uma conversa sobre alianças políticas no Ceará.

Lula também participou da inauguração de um túnel de transposição das águas do rio São Francisco para o Rio Grande do Norte. O presidente explicou que não poderá mais inaugurar obras devido à lei eleitoral.

"Só posso inaugurar obra até o dia 4 de julho. A partir de amanhã, não posso inaugurar mais obra por causa das eleições", disse. Ele, contudo, poderá visitar obras sem fazer pronunciamentos oficiais.

O presidente cobrou da governadora Fátima Bezerra (PT) a promoção do programa federal "Brasil Sorridente". Ele pediu que o secretário de Saúde do estado fizesse a "propaganda" do programa.

Segundo Lula, a elite "gosta de falar com pobre na época de eleição" em busca de votos. Ele se incluiu entre os mais pobres, afirmando: "Nós (pobres) somos tratados como invisíveis, mas no dia da eleição somos importantes."

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Política
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