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Fiepa: encerrado prazo para registro, Rita Arêas e Alex Carvalho encabeçam disputa à presidência

Em cinco dias, Federação fará análise dos requisitos de admissibilidade das inscrições

Natália Mello

Com o prazo para registro das chapas que pretendem concorrer à presidência da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) encerrado nesta segunda-feira (30), ficam oficializados os nomes que encabeçam a disputa à presidência da instituição: Rita Arêas, presidente do Sindicato das Indústrias de Confecções de Roupas do Estado do Pará (Sindusroupa), representando a oposição, e Alex Carvalho, atual presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Pará (Sinduscon), representando a situação.

De acordo com a Fiepa, com a eleição regulamentar, será feita a nova composição da Diretoria, Conselho Fiscal e Delegados Representantes junto à CNI, e respectivos suplentes, para o quadriênio 2023/2027. No prazo de cinco dias, a Federação afirma que fará a análise dos requisitos de admissibilidade das inscrições e divulgará o resultado do registro das chapas ao pleito, que será realizado em 10 de agosto deste ano.

O advogado da oposição, Duda Klautau, reforça a mudança recente na cabeça da chapa da situação, que seria encabeçada pelo atual vice-presidente da Fiepa, José Maria Mendonça, e passou a ser liderada por Alex Carvalho, que estava escalado como vice. “Eles voltaram atrás e acabaram reconhecendo, pela retirada do candidato original a presidente, que ele, José Maria Mendonça está inelegível, como nós da oposição alegávamos desde o início do processo eleitora”, afirmou.

Já a candidata à presidência, Rita Arêas, coloca que “finalmente, depois de muito desgaste e necessidade de intervenção da justiça, acreditamos que o processo eleitoral na FIEPA assume o caminho da legalidade. Tentaram realizar uma eleição irregular, para impor um candidato inelegível. Não fosse a postura enérgica do grupo de oposição, em defesa da Entidade, isto teria acontecido. Agora, esperamos, que o processo siga respeitando as regras do jogo”, concluiu.

Já Alex Carvalho explica que a mudança foi baseada em uma decisão da maioria do grupo, que considera muito coeso. “E eu, com muita honra, encabeço essa chapa, que ainda está em fase de apuração dentro da Federação, fase de acolhimento da documentação. Precisamos aguardar um prazo regulamentar de cinco dias para validar a chapa. A nossa parte estamos fazendo.”, pontuou.

Eleições foram suspensas pela Justiça

O início do processo eleitoral para a composição da nova diretoria da entidade, que terá um novo presidente após 17 anos, vem sendo alvo de embates internos entre representantes de sindicatos, que questionaram, primeiramente, a antecipação do pleito – que ocorreria no dia 29 de abril. Em 70 anos, é a primeira vez que a eleição da Fiepa terá duas chapas pleiteantes.

No dia 18 de abril, a Justiça do Trabalho anulou as eleições para o quadriênio 2023/2027, após a chapa de oposição reclamar à Justiça que o regimento eleitoral da Federação não estava sendo respeitado. Antes do parecer da magistrada, a futura chapa de oposição notificou a Fiepa, argumentando que o regulamento da instituição diz que o pleito eleitoral deve ser iniciado ao menos 90 dias antes da data de votação, que deve ocorrer entre 30 e 60 dias antes do fim do mandato vigente, que só encerra em 2023.

Após a Justiça suspender a eleição para escolha da diretoria para o quadriênio 2023/2027, a Fiepa convocou uma reunião extraordinária do Conselho de Representantes com o objetivo de discutir a reforma do Artigo 73 do Estatuto da Federação. O edital de convocação do Conselho foi publicado no Diário Oficial do Estado do dia 5 de maio, e a reunião foi marcada para o último dia 11.

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