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‘Eu quero endurecer a legislação criminal’, afirma Delegado Jardel

Segurança pública, mudança do Código Penal e desenvolvimento da Amazônia foram abordados pelo candidato do Podemos na entrevista ao Grupo Liberal

Fabrício Queiroz

O candidato a senador pelo Podemos, Delegado Jardel foi o primeiro sabatinado pelo Grupo Liberal na rodada de entrevistas com candidatos ao Governo e ao Senado. Durante a entrevista comandada pelo diretor de conteúdo de O Liberal, Daniel Nardin; e pelos jornalistas Abner Luiz e Mariana Azevedo, Jardel que é concursado da Polícia Civil do Pará há 24 anos e já ocupou o cargo de superintendente regional do Médio e Baixo Amazonas, destacou a área de segurança pública como uma de suas prioridades, caso seja eleito.

Um dos pontos levantados pelo candidato foi a necessidade de revisão do Código Penal Brasileiro. “Nós precisamos endurecer como? As penas. Vai ser uma das nossas bandeiras: modificar a legislação penal”, afirmou ele, que fez um paralelo entre a diminuição de casos de extorsão mediante sequestro com o aumento da punição para esse tipo de crime.

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Além disso, o Delegado Jardel disse que pretende atuar pela aprovação de projetos que garantam que os membros das polícias judiciárias possam ser consultados para a nomeação de seus diretores ou delegados gerais. “Precisamos ter autonomia para que não haja interferência política dentro das nossas polícias judiciárias, seja a Polícia Federal no âmbito da União, seja as Polícias Civis no âmbito dos estados, e seja a Polícia Civil no âmbito do Distrito Federal”, frisou. Para ele, essa medida permitiria que as polícias tenham maior amparo para investigar tanto criminosos comuns quanto “pessoas do alto escalão”.

Jardel também questionou as saídas temporárias para presos condenados. “Ela traz uma sensação de insegurança para a nossa população. E hoje, você vê que são várias saídas. Antigamente, as ‘saidinhas’ ocorriam em datas especiais, finais de ano, Dia das Mães, Dia dos Pais. Hoje, a política da execução penal mudou. Não são só nesses períodos especiais, são pré-estabelecidas agora, pela secretaria penitenciária. Isso faz com que a população se sinta insegurança, porque é só pegar estatisticamente. Houve a saidinha, o crime aumenta”, analisa ele que completou: “Precisamos acabar com a ‘saidinha’ dos presos. Temos que pensar primeiro no coletivo, na sociedade”.

Para o Delegado Jardel, é preciso endurecer as penas para coibir crimes (Tarso Sarraf / O Liberal)

Apesar no foco na segurança pública, o Delegado Jardel disse que se for eleito pretende atuar pelos interesses da população de todas as regiões paraenses. Enquanto representante do Estado no Congresso Nacional, o candidato considera que essa é a forma de garantir mais recursos para o estado. “Nós somos carentes de obras de infraestrutura de grandes vultos. Nós somos carentes de obras de saneamento básico. Estão aí os índices, infelizmente ainda somos carentes. Entretanto, nós precisamos aplicar nas regiões como um todo”, destacou.

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Para isso, o candidato ressaltou que é necessário o trabalho conjunto com os demais senadores paraenses no Congresso Nacional. Atualmente, o Pará é representado por Jader Barbalho (MDB) e Zequinha Marinho (PL), enquanto está em disputa nestas eleições a vaga ocupada por Paulo Rocha (PT).

“Precisamos ter uma relação harmoniosa com nossos pares, independente das divergências políticas e ideológicas”. Para ele, a colaboração será benéfica para o Estado do Pará. “É isso que a gente precisa, deixar essas questões de lado, questões ideológicas, e se unir”, enfatizou.

Nesse sentido, o Delegado Jardel aproveitou para criticar a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e analisar as relações entre os poderes Legislativo e Judiciário. "É claro que o tratamento [o relacionamento] deve ser respeitável. Mas é muito ruim [o STF] decidir dentro das conveniências. [Os ministros do Supremo] estão decidindo de forma conveniente. Isso gera insegurança jurídica", disse o candidato Senado, que acrescentou: “Isso faz com que a pessoa desacredite no Poder Judiciário, que é o guardião da nossa lei”.

Outros pontos abordados na sabatina foram a maioridade penal, a legalização das drogas e as perspectivas para o desenvolvimento da Amazônia. Nesse último aspecto, o Delegado Jardel defendeu uma via desenvolvimentista para a região. “Eu sou a favor do desenvolvimento na Amazônia, mas sustentável”, disse ele realçando a importância do cumprimento da legislação.

“Nós queremos (desenvolvimento) com parâmetros, dentro da legalidade, dentro do que estabelece a legislação. Nós não podemos fechar os olhos para o desmatamento, mas muitas vezes o culpado disso é o próprio poder público. O poder público que não dá condições para que aquelas pessoas que ali residem no campo possam desenvolver seu trabalho dentro da legalidade”, declarou.

A rodada de entrevistas promovida pelo Grupo Liberal segue hoje com a participação do candidato a governador Major Marcony (Solidariedade). A transmissão ao vivo ocorre a partir das 12h30 e pode ser acompanhada pelo portal OLiberal.com. Youtube, Facebook, Instagram, Rádio Liberal FM, além de ter chamadas nas redes Telegram, Whatsapp, Twitter, Getter e TikTok.

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Confira a ordem das próximas entrevistas:

  • 16/9 (sexta) - Governo - Major Marcony (Solidariedade)
  • 19/9 (segunda) - Senado - Pioneiro (PSDB)
  • 20/9 (terça) - Governo - Adolfo Oliveira (PSOL)
  • 21/9 (quarta) - Senado - Flexa Ribeiro (PP)
  • 22/9 (quinta) - Governo - Dr. Felipe (PRTB)
  • 23/9 (sexta) - Senado - Beto Faro (PT)
  • 26/9 (segunda) - Governo - Zequinha (PL)
  • 27/9 (terça) - Senado - Mário Couto (PL)
  • 28/9 (quarta) - Governo - Helder (MDB)

Entrevistas gravadas

  • Renata Fonseca – Senado – 16/09
  • Sofia Couto (PMB) – Governo – 19/09
  • Cleber Rabelo (PSTU) – Governo - 20/09
  • Paulo Roseira (Agir) – Governo – 21/09
Política
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