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Entidades do serviço público estadual apoiam obrigatoriedade da vacinação

De acordo com os sindicatos, qualquer medida que estimule a imunização é bem-vinda

Abílio Dantas/ O Liberal

A partir da próxima segunda-feira (6), todos os servidores do Estado serão obrigados a comprovar a vacinação contra a covid-19 para continuar suas atividades profissionais. A determinação consta em lei promulgada nesta sexta-feira (3) pelo governador Helder Barbalho. Segundo afirmou o chefe do Executivo estadual, em anúncio feito ao meio dia, objetivo é garantir a ampliação da cobertura vacinal dos paraenses.

"Lamentavelmente, um número grande no Pará ainda não concluiu a vacinação. E por isso se fazem necessárias iniciativas do governo e a conscientização da população para proteger aqueles que amamos", disse o governador. Na ocasião, Helder Barbalho detalhou também as novas estratégias adotadas no Estado para o reforço à imunização contra o vírus. Sindicatos de servidores públicos estaduais ouvidos pela Redação Integrada de O Liberal afirmaram ter concordância com a política estadual, mas também fizeram ressalvas ao anúncio de Helder.

O coordenador jurídico do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), Abel Ribeiro, considera que há uma contradição no posicionamento do governo estadual. “Nós somos favoráveis, sim, de que toda a população seja imunizada. Mas o Estado precisa dar condições necessárias para que isso ocorra. Infelizmente, a vacinação não tem sido como deveria ser. E achamos que o governo, em determinados momentos, liberou atividades que poderiam ser evitadas, e tipos de aglomeração, como jogos de futebol. Há uma certa incoerência por parte do governo. É preciso cobrar o dever da vacinação, mas é preciso dar condições para isso”, critica.

O Sindicato do Servidores do Ministério Público do Estado do Pará (Sisemppa) apoia as medidas que exijam a comprovação e o controle das vacinações, “e confia nas decisões dos especialistas e cientistas”, declara o secretário-geral da entidade, Diogo Alvarenga Solano. A situação tem melhorado na mesma proporção em que se tem avançado a vacinação. Os servidores precisam, portanto, apoiar qualquer medida que incentive a imunização completa da população. Têm o dever moral, como servidores públicos, de multiplicar o bom exemplo a fim de evitar que uma nova onda de contágio nos assole”, completa o servidor do Ministério Público do Pará (MPPA).

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos e Civis do Estado do Pará (Sepub-PA), Marcos Afonso Pinheiro, defende o entendimento de que o coletivo deve prevalecer sobre qualquer pensamento individualista quando o assunto é a imunização da população. “A vacina é o único tratamento que temos no momento que pode mudar essa realidade caótica causada pela Pandemia. Neste momento que pode ocorrer uma quarta onda, vemos com bons olhos a atitude por parte do governo e acredito que os servidores públicos também estão conscientes do seu papel na linha de frente de combate à pandemia e são favoráveis”, analisa.

“Como sindicalistas, nós defendemos que todos os indivíduos estejam imunizados para poderem frequentar os espaços públicos”, afirma Kleofas do Socorro Dias, presidente do Sindicato das Fundações e Autarquias do Estado do Pará (Sindfepa). “Infelizmente, temos uma gestão de governo federal que nega a ciência. Mas, nós, somo a favor da vacinação, sem esquecer o uso de máscaras”, conclui.

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