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Disputa pelo Senado no Pará segue aberta e segundo voto pode definir resultado, avalia CEO da Quaest

Felipe Nunes destaca que eleição para duas vagas amplia possibilidade de mudanças no cenário e afirma que alto índice de indecisos impede prognósticos neste momento

Jéssica Nascimento
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A disputa pelas duas vagas do Senado Federal pelo Pará permanece em aberto, apesar da liderança do governador Helder Barbalho (MDB) nas intenções de voto. A avaliação é do cientista político e CEO da Quaest Pesquisa e Consultoria, Felipe Nunes, que apontou, em entrevista exclusiva ao Grupo Liberal, o elevado número de eleitores indecisos e a dinâmica específica da eleição para duas cadeiras como fatores que ainda podem alterar o cenário.

Levantamento da Quaest divulgado em 27 de julho mostra Helder Barbalho na liderança, com 21% das intenções de voto. Em seguida aparecem o deputado federal Delegado Éder Mauro (PL), com 14%; o senador Zequinha Marinho (Podemos), com 7%; o ex-ministro do Turismo Celso Sabino (PDT) e o ex-senador Paulo Rocha (PT), ambos com 5%; o deputado federal Joaquim Passarinho (PL), com 4%; e Chicão (União), com 3%.

A pesquisa também revela que o cenário ainda está sujeito a mudanças: 57% dos entrevistados afirmaram que ainda podem mudar o voto para senador, enquanto 42% disseram que a decisão já está tomada. Outros 1% não souberam ou preferiram não responder.

Segundo voto pode ser decisivo

Felipe Nunes explicou que a eleição para o Senado possui uma característica que a diferencia das demais disputas majoritárias: neste ano, o eleitor poderá votar em dois candidatos.

"O grande ponto do Senado esse ano é a gente observar a distribuição dos dois votos. A gente tem que ter muita calma, porque o número de indecisos ainda é grande no Senado, no Brasil inteiro", declarou.

Segundo ele, embora Helder Barbalho apareça na liderança, a transferência do chamado "segundo voto" poderá beneficiar outros candidatos da mesma aliança política.

"Aquele voto do Helder distribuído para um outro nome pode fazer a diferença", destacou.

Nunes também observou que Éder Mauro chega à disputa apoiado pela lembrança obtida na eleição anterior.

"O Éder Mauro, que foi muito bem na eleição anterior, agora tenta também capitalizar esse recall grande que ele tem, já um nome conhecido, para ver se ele junta com outro nome e, com isso, consegue formar uma aliança de sucesso", explicou.

O cientista político acrescentou que, tradicionalmente, a escolha para o Senado costuma ocorrer nos momentos finais da campanha. "Geralmente esse é o último voto dado. O eleitor primeiro escolhe o presidente, depois escolhe o governador, depois escolhe o deputado e só no fim escolhe o senador", informou.

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Formação das chapas será determinante

Para Felipe Nunes, além do desempenho individual dos candidatos, a composição das chapas e o comportamento do eleitor em relação ao voto casado ou dividido serão fatores decisivos para o resultado da eleição.

Ele explicou que, historicamente, muitos eleitores tendem a escolher candidatos ao Senado vinculados ao postulante ao governo do estado.

"Estou muito interessado para ver no Pará como é que a chapa que o Helder lidera vai atrair votos para esse possível segundo nome. Pelo que eu leio nos jornais, o Chicão seria esse nome. Então vai ter ali uma aliança interessante", declarou.

Nunes também afirmou que acompanha com atenção a formação da chapa do grupo de oposição. "A gente vê o Éder Mauro tendo um desempenho já um pouquinho à frente dos outros. Vamos ver quem cola nele para entender como esse desempenho vai se desenrolar", disse.

Na avaliação do CEO da Quaest, a principal incógnita da eleição será a estratégia adotada pelo eleitor paraense

"A grande diferença dessa eleição vai ser se o eleitor do Pará vai querer entregar todos os seus votos para uma chapa, tentando votar para presidente, governador e senador quase do mesmo lado, ou se vai preferir dividir o voto para colocar as forças em diferentes lugares", explicou.

Apesar da vantagem inicial de Helder Barbalho e da segunda colocação de Éder Mauro, Felipe Nunes ressaltou que ainda não é possível prever os dois eleitos

"Por enquanto, é cedo para fazer qualquer prognóstico, porque os indecisos são altos e porque a gente não tem um padrão ainda muito claro do que o eleitor vai decidir lá na frente", concluiu.

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