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ENTREVISTA EXCLUSIVA

Empate técnico entre Hana e Daniel indica disputa aberta pelo governo do Pará, avalia CEO da Quaest

Felipe Nunes afirma que associação com Helder impulsiona crescimento de Hana, enquanto Daniel precisará reforçar atributos durante a campanha

Jéssica Nascimento

8 de agosto de 2026 às 16:30

Felipe Nunes, CEO da Quaest, durante entrevista ao Grupo Liberal.

Felipe Nunes, CEO da Quaest, durante entrevista ao Grupo Liberal. ( Foto: Foto: Cristino Martins )

A disputa pelo governo do Pará segue indefinida, segundo avaliação do CEO da Quaest Pesquisa e Consultoria, Felipe Nunes. Em entrevista exclusiva ao Grupo Liberal, ele afirmou que o empate técnico entre Hana Ghassan (MDB) e Daniel Santos (Podemos), apontado pela pesquisa Quaest divulgada em 27 de julho, demonstra um cenário altamente competitivo para as eleições de 2026.

No primeiro cenário estimulado de primeiro turno, Hana aparece com 24% das intenções de voto, contra 20% de Daniel. No segundo cenário, a emedebista registra 25%, enquanto o candidato do Podemos soma 23%. A margem de erro coloca os dois em empate técnico. O levantamento também mostra que 68% dos eleitores afirmam que ainda podem mudar o voto para governador, enquanto 30% dizem que a decisão é definitiva.

Associação com Helder fortalece Hana

Segundo Felipe Nunes, o crescimento de Hana Ghassan está diretamente relacionado à associação com o governador Helder Barbalho. 

"Quando a gente olha o crescimento da associação da Hana com o ex-governador Helder Barbalho, a gente percebe que o crescimento dela se deu, sobretudo, por conta dessa associação, agora no governo tentando mostrar também os seus atributos", explicou.

O CEO da Quaest destacou que a disputa tende a ser equilibrada e dependerá do desempenho dos candidatos ao longo da campanha. 

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"Ela vai ter que melhorar o seu desempenho como governante e o Daniel vai ter que trabalhar todos os seus atributos, porque campanha não é só governo. Campanha também é performance", afirmou.

Felipe Nunes informou ainda que o confronto de propostas e a percepção do eleitor sobre a continuidade da atual gestão ou uma eventual mudança serão fatores decisivos. 

"Vai ser muito interessante ver o debate entre eles, perceber como é que o eleitor enxerga essa continuidade do governo Helder Barbalho versus uma possibilidade de mudança. Eu tô muito curioso pra ver como as próximas pesquisas vão mostrar a evolução dos dois candidatos", concluiu.