Uma nova Assembleia Geral de cooperados, realizada no último sábado, 25, que aprovou as contas do exercício fiscal do ano passado, pode, mais uma vez, mudar o rumo das coisas na Unimed Belém. Recentemente, o plano de saúde empossou uma nova diretoria executiva, eleita depois que a diretoria anterior, composta pelos diretores Antônio Travessa, Sandra Leite, Alberto Anijar, Robson Tadashi e Elaine Figueiredo, foi destituída, ainda em janeiro, sob justificativa de cometimento de faltas graves, sobretudo no campo financeiro.
No entanto, desde que a diretoria anterior foi afastada, começou uma batalha jurídica, pois a defesa da parte destituída alega que várias irregularidades foram cometidas desde a Assembleia Geral que marcou o afastamento dos diretores citados e os passos posteriores, como a própria eleição de uma nova diretoria, o que ocorreu no último dia 4 de março.
Segundo a advogada dos diretores destituídos, Hannah Bibas Maradei, anualmente, é realizada uma Assembleia Geral Ordinária para aprovação das contas do exercício anterior e há uma obrigatoriedade ditada pela Agência Nacional de Saúde (ANS), que regula o setor, de que uma auditoria externa faça a análise da prestação de contas dos planos de saúde. De acordo com Hannah, essa auditoria faz análise da contabilidade apresentada e dá o seu parecer, que, nesse caso, foi favorável à prestação de contas. “Baseados no parecer da auditoria externa e independente, os cooperados aprovaram as contas sem ressalvas. Isso é prova cabal da inexistência das acusações irresponsáveis do relatório de motivos graves que originou tudo isso e que dá um indicativo forte de como deverão ser julgadas as ações e demonstra a total parcialidade do conselho fiscal”, destacou a advogada.
Além disso, a defensora aponta que o balanço apresentado mostrou uma redução de 88% das dívidas que a cooperativa possuía, o que é “um resultado econômico-financeiro importante para a cooperativa, demonstrando que, na verdade, não houve nenhum indicador ou falta grave que justificasse a conduta do conselho fiscal, o qual apresentou, nessa mesma assembleia, um relatório pela reprovação das contas, mas elas foram aprovadas pela grande maioria dos cooperados, com uma recuperação provada e expressa de 88%”, completou ela, acrescentando que os diretores destituídos seguem respondendo processo administrativo e que se, ao final, não ficar provada a ocorrência de nenhuma falta grave, eles poderão ser restituídos aos cargos.
Em nota, a atual diretoria da Unimed Belém afirmou apenas que “trata-se de atos dos cooperados inerentes às funções da Unimed Belém”.
Afastamento - A então diretoria executiva da Unimed Belém foi destituída no último dia 22 de janeiro, por meio de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE). Segundo a advogada dos diretores Antônio Travessa, Sandra Leite, Alberto Anijar, Robson Tadashi e Elaine Figueiredo, Hannah Bibas Maradei, no entanto, a AGE apresentou uma série de irregularidades e, por isso, a defesa entrou com uma ação judicial pedindo a suspensão dos efeitos da AGE e solicitando o prosseguimento dos trâmites previstos no regimento interno da entidade, que teria sido violado com a realização de Assembleia Geral e votação de destituição antes que os processos administrativos a que os diretores já estavam respondendo fossem concluídos. Depois disso, a diretoria interina convocou uma nova Assembleia, que chegou a ser suspensa por medida judicial, para eleição de nova diretoria. Depois de um vai e vem da Justiça, a eleição ocorreu no último dia 4 de março, quando a chapa “Avante Unimed”, composta pelos médicos Liane Rodrigues, Eduardo Carvalho, Áurea Nunes e Katsuro Harada, saiu vitoriosa.
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