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Camilo: Lula autoriza levantamento de sigilos fiscal, bancário e telefônico seu e de familiares

Ex-ministro da Educação do governo Lula disse que a campanha levou uma petição ao ministro André Mendonça autorizando a quebra de sigilo do presidente

Estadão Conteúdo

22 de outubro de 2026 às 13:33

Presidente Lula em 2026.

Presidente Lula em 2026. ( Foto: Foto: Ricardo Stuckert )

O coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Camilo Santana, disse que Lula atendeu aos requisitos apresentados pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL) e autorizou o levantamento dos seus sigilos fiscal, bancário e telefônico, assim como os sigilos de seus familiares. Ele falou com jornalistas após reunião sobre o tema no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Camilo disse que a campanha levou uma petição ao ministro André Mendonça autorizando a quebra de sigilo de Lula. A petição diz que Lula aceitou todos os termos de Flávio e que a abertura dos dados deve ser total, imediata e simultânea (para os dois candidatos).

O pedido é para que Mendonça decida sobre o caso ainda nesta quinta-feira, 22, para que as informações sejam divulgadas até as 22h. O objetivo é que os dados estejam públicos antes do debate da Globo na próxima sexta-feira, 23.

O presidente do PT, Edinho Silva, disse que a petição foi proposta pela campanha de Lula e assinada pelo presidente e pela advogada de Flávio, Maria Claudia Bucchianeri.

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Edinho também disse que a campanha de Flávio discordou em relação à quebra de sigilo da Alcazar Holding, do advogado Willer Tomaz. Segundo a Polícia Federal (PF), Flávio era mencionado como "usuário master" de uma conta ligada à empresa. A suspeita da PF é que a conta fosse usada para lavagem de dinheiro.

"Eles discordaram em relação a essa empresa, que está colocada sob suspeita pelas autoridades que fiscalizam uma movimentação financeira no Brasil", disse Edinho. A partir da petição, Mendonça tem o poder de requisitar informações sobre a empresa, segundo o presidente do PT.

"O presidente Lula não tem nenhuma restrição. Infelizmente, nós tivemos um embate agora para que a empresa ou a relação com o Willer Tomaz não ficasse de fora desse gesto de transparência. Eles acataram depois de nós não cedermos, e nós colocamos como condicionante que eles aceitaram", acrescentou o presidente do PT.

"Se o Flávio descumprir as medidas, vocês vão acompanhar pelo site, vocês vão ver quem defende a transparência ou não. Claro que o Judiciário vai tomar as medidas cabíveis, mas quem vai julgar é o povo brasileiro no domingo", destacou.

O desafio sobre a abertura dos sigilos foi proposto por Lula em debate no último domingo, 18. Ele disse que liberaria os dados em relação a si e seus familiares se Flávio fizesse o mesmo.

Em petição ao TSE na última quarta-feira, 21, Flávio disse que autorizaria a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico referentes aos últimos 20 anos, desde que o petista também divulgue informações financeiras, registros de pessoas próximas e dados sobre gastos e agendas do governo federal.