Caiado defende anistia a condenados pelo 8 de Janeiro
Candidato à Presidência afirmou que pretende enviar ao Congresso proposta de anistia e disse que medida ajudaria a reduzir a polarização no país
O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, defendeu nesta terça-feira (25) a concessão de anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro de 2023. A declaração foi dada durante entrevista aos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli, da Globo.
Caiado afirmou que, caso seja eleito, pretende encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de lei para conceder uma anistia que classificou como “geral” e “ampla”. Entre os condenados pelos atos está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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Caiado fala em pacificação
Ao explicar a proposta, o candidato afirmou que a medida seria uma forma de diminuir a divisão política no país.
“Nós precisamos acabar com essa polarização, nós temos que pacificar o país. Ninguém aguenta mais essa situação”, declarou Caiado durante a entrevista.
O candidato também comparou a discussão sobre a anistia dos condenados do 8 de Janeiro à situação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele citou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2021, que anulou as condenações do petista na Operação Lava Jato e restabeleceu seus direitos políticos.
Caiado afirmou que pretende apresentar a proposta ao Congresso caso assuma a Presidência. “Encaminharei, sim, ao Congresso Nacional um projeto para que haja uma anistia geral, ampla”, disse.
Proposta envolve condenados pelo 8 de Janeiro
Os atos de 8 de Janeiro ocorreram em Brasília, em 2023, quando grupos invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, após a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022.
Desde então, o Supremo Tribunal Federal tem julgado os envolvidos nos ataques. Bolsonaro também foi condenado pelo STF no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.
Além da defesa da anistia, Caiado falou durante a entrevista sobre propostas econômicas para um eventual governo. O candidato afirmou que pretende promover um ajuste fiscal e limitar o crescimento das despesas federais à inflação mais 50% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
Ele também defendeu uma reforma administrativa e afirmou que pretende reduzir gastos considerados excessivos nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
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