TRE do Pará usa cavalos para levar urnas a áreas isoladas
Geografia paraense e fatores climáticos exigem planos de contingência para garantir o voto em comunidades remotas
As dimensões continentais do Pará impõem desafios complexos para a realização do pleito de 2026, exigindo que a Justiça Eleitoral alcance localidades isoladas por rios e matas. Em entrevista ao Grupo Liberal, o diretor-geral do TRE-PA, Bruno Giorgi Almeida, destacou que a estrutura logística precisa ser adaptada à realidade de cada região para assegurar que cada cidadão exerça seu direito ao voto. O planejamento envolve desde o uso de aeronaves até o transporte animal em áreas de difícil acesso.
Em situações onde a geografia impede o uso de meios convencionais, o tribunal adota soluções emergenciais para o transporte dos equipamentos.
“Na eleição passada, a seca extrema impediu a navegação e as queimadas impediram o voo de helicópteros; o resultado foi o plano C: a urna teve que ser transportada a cavalo pelo mesário”, revelou Almeida.
Ele citou exemplos de aldeias em São Félix do Xingu que ficam a seis horas de barco da sede municipal.
Impactos climáticos alteram estratégia do tribunal
O monitoramento do calendário climático é uma das frentes de atuação do tribunal para antecipar entraves geográficos. Além do transporte físico, a Justiça Eleitoral investe em tecnologia de satélite e inteligência artificial para garantir a comunicação e a segurança do processo em todo o território paraense. "O objetivo é oferecer condições de votação em um território vasto e imprevisível", pontuou o diretor-geral.
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