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Soraya Thronicke afirma torcer para que acusação de estupro feita a Alfredo Gaspar seja mentira

Parlamentares alegam que vítima, hoje com 21 anos, engravidou aos 13; Gaspar nega e cita caso de primo Maurício César Brêda Filho

Estadão Conteúdo

A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) e o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acusam o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) de estupro e tentativa de suborno. Soraya expressou torcida para que a denúncia seja mentira.

"Eu jamais imaginei que ele fosse capaz disso, sinceramente. Torço para que seja mentira, pois não queria me decepcionar tanto com ele", escreveu a senadora em publicação no X na noite de domingo, 29 de outubro.

Soraya tem insistido em um pedido para que Alfredo Gaspar faça um exame de DNA. Para a parlamentar, este teste "colocaria uma pá de cal no assunto" e esclareceria a situação.

Soraya Thronicke e o ônus da prova

A senadora declarou que não deve o ônus da prova na acusação. "Para esclarecer os leigos, mas também os não leigos mal-intencionados que estão tumultuando o caso do DNA do deputado: nós não temos o dever de provar absolutamente nada", afirmou.

Ela complementou: "A investigação de paternidade no Brasil tem início sem provas, é óbvio! Caso contrário, não haveria necessidade de se processar. A rainha das provas, nesse caso, é o exame de DNA".

Anteriormente, Soraya havia prometido desculpas públicas a Alfredo Gaspar caso um exame de DNA não confirmasse a acusação de estupro.

Detalhes da acusação contra Alfredo Gaspar

Lindbergh e Soraya alegam que Alfredo Gaspar teria estuprado, oito anos atrás, uma adolescente de 13 anos. A vítima teria engravidado, e hoje teria 21 anos, enquanto a criança estaria com 8 anos.

Os parlamentares também afirmam que a avó da criança foi registrada como mãe. Isso ocorreu porque a adolescente era nova demais para assumir o bebê, o que, para eles, "reforça a necessidade de pronta verificação documental e biológica dos fatos".

Eles relataram ter encaminhado à Polícia Federal (PF) prints de conversas e "informações complementares". Estes documentos supostamente mostram que um intermediador de Alfredo Gaspar tentou subornar a vítima para silenciá-la.

O intermediador teria efetuado um pagamento de R$ 70 mil à mulher. Outros R$ 400 mil estariam em negociação, "sempre com a finalidade de assegurar silêncio, impedir a comunicação do crime e garantir impunidade", segundo os parlamentares.

A defesa de Alfredo Gaspar e a versão do primo

Alfredo Gaspar defende-se alegando que a história, na verdade, se refere a um caso envolvendo seu primo, Maurício César Brêda Filho. Ele teria mantido relacionamento sexual com uma mulher de 21 anos em Alagoas quando ela era menor de idade.

Essa mulher teria engravidado e se mudado para o Rio de Janeiro sem comunicar a família. A criança, batizada de Lourilene Pereira da Silva, teria nascido no Rio de Janeiro.

No Rio, a mãe de Lourilene se casou e constituiu família. Anos depois, quando a filha tinha 15 anos, a mãe revelou a história sobre o pai biológico. Em 2012, Lourilene procurou Maurício, conforme relatado por ela em um vídeo enviado ao Estadão.

"Prontamente o meu pai, Maurício Brêda, se submeteu ao teste de paternidade, e desde sempre vem agindo com muita honestidade comigo, inclusive queria colocar o nome na certidão de nascimento, e eu não quis, por conta da honestidade do meu pai (de criação) que me deu meu nome", disse Lourilene no vídeo.