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Proposta de delação de Vorcaro tem acusação de propina de US$ 30 mi a Alcolumbre, diz revista

Banqueiro teria feito um pagamento de US$ 30 milhões, o equivalente hoje a cerca de R$ 153,5 milhões

Estadão Conteúdo

A segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro contém, segundo a revista Veja, uma acusação de pagamento de propina ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Um dos temas que o dono do Banco Master teria oferecido aos investigadores, para fechar o acordo, menciona uso de conta no exterior para repassar recursos ao senador do Amapá.

De acordo com a revista, o banqueiro teria feito um pagamento de US$ 30 milhões, equivalente a cerca de R$ 153,5 milhões. A cifra fora depositada numa conta secreta e, segundo a publicação, repassada a Alcolumbre.

PF rejeita proposta, mas PGR mantém análise

Nesta quinta-feira, 11, a Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) manifestação informando ter rejeitado a proposta de delação de Vorcaro.

O conteúdo da proposta de acordo do banqueiro ainda está em análise na Procuradoria Geral da República (PGR). O procurador-geral, Paulo Gonet, orientou sua equipe a analisar o material com cautela, sem prazo definido para a conclusão.

Acusações sobre o governo da Bahia

Outro capítulo do acordo de delação, conforme divulgado pela revista, seria destinado a detalhar negócios do Banco Master com integrantes do governo da Bahia. O citado é o ex-ministro e ex-governador baiano Rui Costa.

Não há referência sobre pagamento de propina neste contexto, mas haveria promessa de relato do banqueiro sobre a manutenção de um sistema de empréstimo consignado vinculado à folha de pagamento dos servidores estaduais.

A primeira proposta apresentada por Daniel Vorcaro havia sido rejeitada em 20 de maio. Na ocasião, a PF rejeitou o material, mas a PGR demonstrou disposição em prosseguir com as negociações e receber complementos.