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Prefeito é morto a tiros enquanto caminhava

Vítima foi atingida pelas costas e suspeitos ainda não foram localizados.

Redação integrada – com informações do G1

O prefeito João Gregório Neto, da cidade de Granjeiro, no Ceará, foi assassinado na manhã desta terça-feira (24). Ele foi morto com tiros pelas costas, enquanto caminhava próximo à parede do Açude Junco. Moradores da cidade informaram que um carro com suspeitos foi visto se aproximando do político. Em seguida, pelo menos três disparos foram ouvidos. Pessoas que estavam próximo ainda tentaram socorrer o prefeito, mas quando chegaram ao local ele já estava morto.
A autoria e a motivação da morte ainda não foram confirmadas pela polícia. Equipes da Delegacia Regional de Juazeiro do Norte, da Regional de Iguatu e do Departamento de Polícia Judiciária do Interior Sul (DPJI Sul) da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) foram mobilizadas para identificar e localizar os suspeitos, segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Policiais dos municípios de Cariús, Cedro, Iguatu, Juazeiro do Norte e Várzea Alegre também estão auxiliando nas investigações.

Conhecido como "João do Povo", João Gregório Neto nasceu no dia 29 de maio de 1965, no sítio Cana Brava dos Gregório, no município de Granjeiro, estado do Ceará. Ingressou na política como vereador, no fim dos anos 80, sendo eleito por duas legislaturas pelo Partido da Frente Liberal - PFL. No início dos anos 90, entrou no ramo empresarial abrindo uma churrascaria em Várzea Alegre. Em 2016, voltou à política, desta vez candidatando-se ao cargo de prefeito de Granjeiro, disputando a vaga pelo PSD, sendo eleito com 2.358 votos (52.39%).

Há um pouco mais de um ano, João Gegório foi alvo de operação da Polícia Federal, suspeito de movimentar cerca de R$ 26 milhões na conta de um parente beneficiário de aposentadoria rural, num período de dois anos, segundo investigações da Operação Bricolagem, relativas a fraudes em licitações para construção de escolas.

Na época, o advogado do prefeito, Igor Rodrigues Lucena, argumentou que o prefeitonão teria como ter mexido irregularmente em R$ 26 milhões do Município, pois a arrecadação anual é de R$ 13 milhões e ele assumiu a Prefeitura em 2017.

"Se tivesse ficado para si com todo dinheiro, (13+13, apesar de o ano ainda não ter terminado), não teria conseguido pagar o funcionalismo público nem fazer com que os serviços do Município funcionassem. Toda as contas estão em dia e a máquina pública na ativa", disse.

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