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PF diz que CPI do INSS reinseriu dados de Vorcaro no sistema após exclusão determinada pelo STF

Vorcaro está preso por ordem de Mendonça no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura fraudes envolvendo o Banco Master

Estadão Conteúdo

A Polícia Federal informou nesta quarta-feira, 18, que constatou a "reintrodução, no ambiente do Senado Federal, de dados anteriormente excluídos" pela própria corporação durante operação de retirada de material determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A medida cumpria decisão do ministro André Mendonça.

De acordo com nota oficial, a reinserção decorreu por "solicitação direta da Presidência da CPMI à empresa Apple". O pedido gerou um "novo fluxo de download e armazenamento dos arquivos, fora do controle inicial da cadeia de custódia estabelecida judicialmente", segundo a PF. Os fatos foram comunicados a Mendonça. O presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), ainda não se manifestou.

A operação de extração e exclusão foi realizada na terça-feira, 17. A PF afirmou que os procedimentos seguiram "rigorosa observância dos protocolos de cadeia de custódia, integridade probatória e segregação de informações sensíveis".

Mendonça suspendeu o acesso de parlamentares ao material da sala-cofre na segunda-feira, 16, após o vazamento de conversas privadas de Daniel Vorcaro divulgadas na imprensa.

Entre o conteúdo obtido pela CPMI estavam mensagens trocadas entre o empresário e Martha Graeff, além de e-mails e uma agenda de contatos com nomes de três ministros do STF: Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques.

O material foi extraído da conta iCloud vinculada a Vorcaro e não passou por filtragem prévia da Polícia Federal, o que elevou a preocupação no tribunal sobre a circulação de dados pessoais sem relação com o objeto da investigação.

Vorcaro está preso por ordem de Mendonça no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura fraudes envolvendo o Banco Master.