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Perícia descarta transferência hospitalar de Bolsonaro, mas alerta para risco de morte súbita

Laudo recomenda monitoramento clínico diário

O Liberal

Um laudo médico elaborado pela Polícia Federal e encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu que não há, neste momento, indicação para a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para atendimento hospitalar. O documento, porém, aponta a necessidade de cuidados contínuos para evitar complicações graves, incluindo o risco de morte súbita.

Segundo a perícia, Bolsonaro apresenta sinais e sintomas neurológicos que podem aumentar o risco de quedas, o que exige investigação complementar. O laudo recomenda monitoramento clínico diário, controle rigoroso da pressão arterial, hidratação adequada, uso regular de medicamentos, acesso rápido a exames laboratoriais e de imagem e possibilidade de atendimento médico imediato em caso de intercorrências.

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Os peritos alertam que a ausência dessas medidas pode resultar em complicações graves, como pneumonia aspirativa, insuficiência respiratória, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência renal, traumatismo craniano ou morte súbita. O ministro Alexandre de Moraes encaminhou o laudo para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Defesa

Nesta semana, a defesa do ex-presidente voltou a pedir ao STF a concessão de prisão domiciliar, alegando piora recente do quadro clínico, com episódios de vômitos e crises intensas de soluços, além de solicitar celeridade na conclusão da perícia médica.

No dia 15 de janeiro, ao determinar a transferência de Bolsonaro para o Complexo Penitenciário da Papuda, Moraes fixou prazo de dez dias para a apresentação de um laudo médico detalhado. Com base no documento, o ministro deverá decidir sobre eventual prisão domiciliar ou encaminhamento para hospital penitenciário.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, relacionada à trama golpista, em uma Sala de Estado Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo da Papuda.