‘Não há privatização’, afirma Igor Normando sobre PSM da 14
Alternativa com hospital filantrópico permitiria reforma total do PSM e ampliação do atendimento
Diante das especulações sobre privatização, reformas e decisões judiciais envolvendo o Hospital Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, o PSM da 14, o prefeito Igor Normando (MDB) afirma que o debate precisa ser desmistificado. “Não há privatização”, afirma em entrevista exclusiva ao Grupo Liberal. A principal mudança defendida pela gestão é permitir o fechamento do pronto-socorro para uma reforma ampla, algo que, segundo o prefeito, não pode ser feito com pacientes sendo atendidos no local.
A alternativa apresentada pela gestão municipal foi usar um hospital filantrópico como solução provisória para permitir a reforma completa do Pronto-Socorro da 14, sem manter pacientes em um ambiente de obras. A ideia é garantir atendimento imediato em uma estrutura adequada, enquanto o prédio antigo passa por uma ampla intervenção. “Não fazer reforma com gente dentro, o que é inclusive desumano”, resumiu o gestor ao explicar a decisão.
Com isso, o plano prevê que, ao fim das obras, Belém passe a contar com dois hospitais em funcionamento, com ampliação de leitos, manutenção dos empregos e reforço da atenção básica.
O projeto também aponta redução de custos e maior eficiência no atendimento. "É uma proposta que, embora ofereça até mais serviço do que hoje oferece o próprio Pronto-Socorro da 14, também é mais barata. Hoje, nós economizaríamos cerca de 2 milhões de reais por mês, tendo um serviço de qualidade, numa estrutura muito melhor do que existe hoje, enquanto passaríamos a reformar o Pronto-Socorro da 14", pontua.
Ele ainda destaca que o pronto-socorro da capital atende pacientes de outros municípios, o que reforça a necessidade de dividir responsabilidades e garantir sustentabilidade ao sistema.
"Só no Pronto-Socorro da 14, nós atendemos 30% da população vinda do município de Ananindeua. O hospital atende também o interior do estado e, como eu disse, a vizinha Ananindeua, tendo pronto-socorro próprio, manda seus pacientes para o PSM da 14. E nós não negamos atendimento. Mas nós não recebemos aquilo que deveríamos receber para atender a população de outros municípios. Então, faço um apelo, inclusive, aos prefeitos que têm condições de atender seus pacientes, que possam atender. Acho que cada um tem que ter responsabilidade com o seu cidadão", conclui.