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Moraes autoriza que Flávio, netas e nora visitem Bolsonaro

Moraes determinou que os visitantes serão vistoriados e os aparelhos eletrônicos ficarão com os policiais.

Estadão Conteúdo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira, 10, a visita do filho Flávio Bolsonaro (PL), da nora Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro e das duas netas menores de idade ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O encontro está agendado para sábado, 13, com duração de duas horas, das 11h às 13h.

A decisão de Moraes atende a um pedido da defesa de Bolsonaro, considerando a visita como compatível com as condições da prisão domiciliar. O ministro justificou que a medida contribui para a manutenção do suporte familiar, indispensável ao adequado cumprimento da pena.

Conforme determinado pelo magistrado, os visitantes serão vistoriados na chegada à residência do ex-presidente. Todos os aparelhos eletrônicos deverão permanecer sob custódia dos policiais responsáveis pela segurança.

Família Bolsonaro: Pedido da defesa e regras

O pedido para a autorização das visitas foi protocolado pela defesa na terça-feira, 8, identificando os visitantes como "integrantes do núcleo familiar próximo" de Jair Bolsonaro. As duas netas menores de idade são filhas de Flávio e Fernanda Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, é pré-candidato à Presidência da República. A permissão de visitas reflete a intenção de Moraes de assegurar o apoio familiar mesmo durante a condição de custódia domiciliar.

Prisão domiciliar e condenação do ex-presidente

Jair Bolsonaro está cumprindo prisão domiciliar desde 24 de março. Ele recebeu alta hospitalar após duas semanas de internação para tratamento intensivo de pneumonia bacteriana. Esta medida humanitária, também concedida por Alexandre de Moraes, tem prazo de 90 dias para garantir sua recuperação completa.

O ex-presidente foi condenado pela Primeira Turma do STF em setembro de 2025. A pena imposta é de 27 anos e 3 meses de prisão por seu papel na tentativa de golpe de Estado, com 24 anos e 9 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção, em regime inicialmente fechado.