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Minha Casa Minha Vida prevê contratação de 1 milhão de imóveis em 2026 e novo volume em 2027

Projeção foi anunciada pelo ministro das Cidades, Jader Filho, durante um evento sobre infraestrutura realizado pelo BNDES

Gabi Gutierrez

O programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) deve manter ritmo elevado de contratações nos próximos anos, com a previsão de lançamento de um milhão de unidades habitacionais em 2026 e outras um milhão em 2027. Com isso, o número de imóveis financiados entre 2023 e 2026 deve alcançar três milhões.

A projeção foi anunciada nesta segunda-feira (9) pelo ministro das Cidades, Jader Filho (MDB), durante um evento sobre infraestrutura realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.

De acordo com o ministro, o crescimento do programa está associado à ampliação do público atendido. Além das famílias de menor renda, o MCMV passou a contemplar também a classe média, com renda mensal de até R$ 12 mil. Atualmente, o programa é responsável por cerca de 85% dos lançamentos imobiliários no país.

Jader Filho destacou que o Minha Casa Minha Vida tem apresentado alta aprovação e impacto direto na geração de empregos. Segundo ele, a iniciativa se consolidou como uma das principais políticas habitacionais em execução no país.

O ministro afirmou ainda que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), principal fonte de financiamento do programa, possui capacidade financeira suficiente para sustentar a contratação de um milhão de imóveis por ano. Ele descartou novas reduções nas taxas de juros subsidiadas, ressaltando que, para as faixas de renda mais baixas, os encargos já estão no menor nível histórico.

Durante o evento, Jader Filho também comentou as mudanças recentes nas regras do crédito imobiliário adotadas pelo Banco Central, que incluem a liberação de recursos compulsórios e incentivos para direcionamento desses valores ao financiamento habitacional.

Segundo o ministro, somadas ao atual ciclo de redução da taxa básica de juros, a Selic — atualmente em 15% ao ano —, essas medidas devem ampliar o volume de crédito imobiliário no país. Hoje, esse tipo de financiamento representa cerca de 12% do Produto Interno Bruto (PIB), percentual que pode chegar a 20% nas próximas duas décadas.