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Michelle Bolsonaro chama Moraes de 'irmão em Cristo' e cita possível conversão do ministro

Em seguida, a ex-primeira-dama publicou um mensagem sobre perdão nas redes sociais

Estadão Conteúdo

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de "irmão em Cristo" em evento em Brasília nesta terça-feira, 19. Ao comentar sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar, ela mencionou uma possível conversão do ministro.

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"Nosso ministro, vou profetizar aqui porque Deus transformou Saulo em Paulo, nosso irmão em Cristo, Alexandre de Moraes, liberou o cabeleireiro, e ele (Jair Bolsonaro) está com aquele cabelinho, cortadinho, jogadinho, e aqueles olhos azuis brilhantes", disse Michelle no discurso. A ex-primeira-dama participou do lançamento da pré-candidatura de Maria Amélia, dona de uma famosa rede de docerias em Brasília, a deputada distrital.

Depois, Michelle publicou no Instagram uma mensagem sobre perdão, citando trechos bíblicos. "Aprendi com a Palavra de Deus que o perdão liberta o coração", escreveu. "A justiça pertence a Deus, não a nós", acrescentou.

Na semana passada, a ex-primeira-dama cumprimentou Moraes com um abraço, durante a posse do ministro Kassio Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral.

Em março, a abertura de diálogo entre Moraes e Michelle foi crucial para o ministro autorizar o ex-presidente a cumprir pena em regime domiciliar. Na véspera de Moraes assinar essa decisão,ele recebeu Michelle em seu gabinete no Supremo. O ministro foi o relator da ação sobre a trama golpista, na qual Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.

No fim do evento nesta terça-feira, o Estadão abordou Michelle para comentar sobre a divulgação de diálogos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente da República, pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o filme que retrata a vida do ex-presidente.

"(Sobre) Flávio, você tem que perguntar pra ele", declarou, recusando-se a responder como ela avaliava o impacto da crise na campanha do enteado e também sem defendê-lo.