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Líder que não se preocupa com crime organizado tem que estar fora da política, diz Flávio

Estadão Conteúdo

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), ao defender a classificação imposta pelo governo dos Estados Unidos das duas maiores facções criminosas do País - PCC e Comando Vermelho - como organizações terroristas, disse que um líder que não se preocupa com a opressão que estas organizações exercem sobre as famílias teria que estar fora da política.

A fala foi uma referência direta ao presidente Lula que, de acordo com Flávio, defende organizações terroristas, que impõem, entre outras coisas, impostos sobre pequenas atividades e inibem que moradores em comunidades - cerca de 25% da população brasileira - possam empreender nas localizações onde moram.

"Um líder que não se preocupa com o crime organizado tem que estar fora da política", disse.

Em outro ponto de seu discurso, Flávio insinuou que o presidente Lula e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, têm ligações com o crime organizado. Disse que, em uma das comunidades do Rio de Janeiro, berço do Comando Vermelho, Dino teria entrado sem seguranças e que, em outra, Lula teia feito comício sem proteção policial.

São localizações que, de acordo com Flávio Bolsonaro, ou pessoas entram armadas, como faz a polícia, ou entram sob autorização dos chefes do crime organizado.

Ainda de acordo com o pré-candidato do PL, o presidente Lula teria "ficado louco" com a classificação das duas organizações como terroristas e o chamado de traidor da Pátria.