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Júlia Zanatta diz ter certeza de que Michelle disputará o Senado e minimiza atrito com Flávio

A congressista também tentou afastar as narrativas de atritos na ala bolsonarista em decorrência das recentes discussões sobre os rumos eleitorais de Flávio

Estadão Conteúdo

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) minimizou nesta quarta-feira (1º) as divergências internas do Partido Liberal (PL) envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A parlamentar expressou otimismo sobre a possível candidatura de Michelle ao Senado Federal.

Ao comentar a possibilidade de Michelle desistir da corrida por uma vaga no Senado, após sua saída da presidência do PL Mulher, Zanatta afirmou que a decisão final caberá à ex-primeira-dama. No entanto, ela disse ter "certeza que ela vai fazer a escolha de ser candidata".

A declaração foi feita durante sua chegada a uma reunião, organizada para aproximar Flávio Bolsonaro das mulheres da legenda. A congressista também tentou afastar narrativas de atritos na ala bolsonarista devido a discussões recentes sobre os rumos eleitorais de Flávio.

Atritos internos e foco na eleição

Júlia Zanatta garantiu que "não tem atrito, é uma questão que vai ser, que está sendo resolvida", ressaltando que o alinhamento central da sigla permanece inalterado. Ela declarou que a prioridade do partido é "tirar o Lula do poder e colocar o Flávio na Presidência da República".

Sobre o recente afastamento de Michelle Bolsonaro do comando do PL Mulher, a deputada catarinense afirmou compreender a escolha. Ela citou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro como justificativa, mencionando que Michelle precisa cuidar do marido.

"Compreendo e imagino o que essa mulher não tá passando de ter que cuidar do marido. Ela deixou claro que sua prioridade é sua família", justificou Zanatta. A parlamentar destacou a rotina de cuidados de Michelle com a saúde do ex-presidente.

Críticas à agenda do governo

A deputada aproveitou o momento para criticar a agenda ideológica do Palácio do Planalto e a linguagem institucional adotada pela atual gestão. Ela citou a alteração de termos neutros em documentos federais e reforçou sua pauta de costumes.

"O governo Lula tem documentos oficiais que tratam as mulheres como pessoas que gestam. Eu não sou uma pessoa que gesta. Sou mulher. Eu sou mãe", afirmou a deputada. Ela alegou que tais vocábulos promovem um "apagamento" do termo mulher e representam um desrespeito às brasileiras.