Gaeco denunciou 533 pessoas e levou 309 à prisão em 14 meses no Pará, afirma Danyllo Colares
Coordenador do Gaeco detalha avanço de facções no estado e diz que o Pará virou “hub logístico” do crime organizado ligado ao tráfico e às finanças ilícitas
Em 14 meses de atuação à frente de operações de combate ao crime organizado no Pará, o promotor de Justiça Danyllo Colares afirmou ao Grupo Liberal que o Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) denunciou 533 pessoas por envolvimento com facções criminosas e colaborou para a prisão de 309. Em entrevista, ele descreveu a sofisticação das redes criminosas, com atuação interestadual, uso de tecnologia e o papel estratégico do estado como ponto de circulação de drogas, armas e dinheiro.
Pará como eixo do crime organizado
Segundo o promotor, o Pará ocupa uma posição central na rota de organizações criminosas, especialmente o Comando Vermelho, que teria forte presença na maior parte do estado.
“O Pará se torna um hub logístico, um hub de negociações”, afirmou Danyllo Colares ao descrever o fluxo financeiro e operacional que conecta diferentes regiões do país.
Ele explica que as lideranças não estão no estado, mas atuam remotamente a partir do Rio de Janeiro, coordenando crimes e movimentações financeiras. “Elas estão localizadas residindo no Rio de Janeiro, sobretudo lá na favela do Morro da Penha.”
Colares acrescenta ainda o alcance territorial das facções no estado: “Em quase todo o estado do Pará, o Comando Vermelho domina.”
Operações, prisões e combate às facções
O coordenador do Gaeco detalhou uma série de operações recentes, como a Babayaga, Shadowgun, K9 e Haganá, voltadas ao enfrentamento de tráfico, armas e organizações criminosas em diferentes regiões do estado.
Ele destacou a complexidade das investigações e o papel do Ministério Público no processo:
“Denunciamos por crime organizado - seja por integrar facção criminosa, seja por colaborar com organização criminosa - 533 pessoas.”
Sobre os resultados práticos das ações, afirmou: “Colaboramos para a prisão de 309 pessoas.”
O promotor também ressaltou a atuação do Gaeco como peça central do sistema de justiça criminal. “Quem pode fazer a denúncia é único e exclusivamente o Ministério Público.”
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