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Flávio Bolsonaro defende licenciamento ambiental ‘sem ideologia’ durante visita a Belém

Candidato do Partido Liberal à Presidência também criticou Alexandre de Moraes e participou de ato com aliados no Ver-o-Rio

Fabyo Cruz

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) defendeu, nesta segunda-feira (14), durante visita a Belém, que o licenciamento ambiental no país não seja conduzido por critérios ideológicos. A declaração foi dada à imprensa antes da participação do candidato em uma motocarreata, que começou próximo ao Aeroporto Internacional de Belém e terminou no Complexo Turístico Ver-o-Rio, onde ele participou de um ato político ao lado de aliados no Pará.

Ao falar sobre a questão ambiental, Flávio afirmou que é necessário combater crimes como exploração ilegal de madeira, ouro e outros minérios, mas defendeu a exploração econômica dos recursos naturais do Estado de forma responsável: “A questão ambiental é importante, porque muitas vezes está mais relacionada aos crimes ambientais. A exploração ilegal de madeira, a exploração ilegal de ouro, de minérios. Isso tem que ser combatido com fiscalização, com prisão de pessoas que fazem isso de forma ilegal”.

Na sequência, o candidato criticou o que chamou de “ideologização” dos licenciamentos ambientais e afirmou que esse processo não deveria impedir projetos que tenham como objetivo a proteção e a preservação do meio ambiente: “A gente pode ter uma proposta no ambiente que permita que possamos transformar as riquezas que Deus deu, por exemplo, aqui ao Estado do Pará, em riquezas para o povo do Pará, riquezas para o povo brasileiro, de forma responsável, sem ideologizar os licenciamentos ambientais como acontece hoje, que acabam inviabilizando qualquer tipo de progresso”.

Flávio também citou o turismo como uma atividade que pode contribuir para a preservação ambiental. Ele afirmou que áreas como terras indígenas, territórios quilombolas e reservas ambientais podem receber atividades turísticas de forma responsável.

Críticas a Alexandre de Moraes

A agenda em Belém também foi marcada por declarações de Flávio Bolsonaro sobre o Supremo Tribunal Federal. O candidato comentou a sessão prevista para esta terça-feira (15), que deve analisar um relatório da Polícia Federal contendo 52 mensagens entre Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes.

O candidato afirmou esperar que o julgamento resulte na abertura de uma investigação contra o ministro: “É o início de um julgamento que eu tenho a certeza que vai fazer com que o Alexandre de Moraes seja oficialmente investigado. Porque não é possível alguém que tenha feito tudo isso que já veio à tona, que foi mostrado, que ele fique impune, que ele continue participando de julgamentos.”

Flávio também defendeu transparência em outras investigações que tramitam no STF: “Eu quero transparência de todas as investigações que estão em andamento no Supremo, não apenas com relação ao filho do Bolsonaro, com relação ao INSS, com relação às fake news e com relação ao Lulinha”.

Ato político no Ver-o-Rio

Após a entrevista, centenas de carros e motos acompanharam o percurso rumo ao  Ver-o-Rio, que provocou lentidão no trânsito em alguns trechos. No local, o candidato ao Senado Éder Mauro (PL) discursou ao lado de Flávio e defendeu a formação de uma bancada forte no Congresso Nacional. 

Durante a fala, também criticou decisões do Supremo Tribunal Federal: “Nós precisamos fazer uma bancada forte de deputados federais. É por isso que nós precisamos fazer uma bancada forte de senadores. Precisamos fazer senadores que não se escondam atrás da venda a oito anos. Precisamos fazer senadores que não tenham rabo preso no Supremo Tribunal Federal”.

Éder Mauro também fez críticas a decisões judiciais envolvendo manifestantes e afirmou que, caso eleito, pretende atuar politicamente contra o que considera excessos do STF: “Não podemos admitir que alguns meninos no Supremo coloquem na rua o traficante e prendam uma mulher por 14 anos por causa do seu batom. E é exatamente por isso que vocês terão Éder Mauro senador”.

Daniel Santos defende do setor produtivo

O candidato ao governo do Pará, Daniel Santos (Podemos), também participou do ato ao lado de Flávio Bolsonaro. Durante o discurso, anunciou Ellayne D’Almeida (PL) como candidata a vice-governadora em sua chapa. Daniel destacou a origem e a atuação da candidata em setores como garimpo, agricultura e pecuária e afirmou que ela poderá representar trabalhadores dessas áreas.

“Eu fiz questão de escolher uma mulher, uma mulher da região oeste do Estado, uma mulher do garimpo, uma mulher que representa os garimpeiros desse Estado, uma mulher que representa a agricultura, a pecuária, uma mulher que representa o setor produtivo e vai poder dar voz não só, mas também a milhares de trabalhadores que hoje são oprimidos desse Estado”, afirmou o candidato.

Durante a fala, Daniel também criticou o que classificou como perseguição a quem trabalha e produz no Pará e defendeu mudanças na relação do poder público com o setor produtivo: “Flávio, a atividade de produzir no Estado do Pará parece que virou uma atividade de bandido aqui no Estado. E conto para você pra que essas pessoas possam ter o direito de trabalhar”.