Eduardo Bolsonaro diz que não pode 'aceitar ser humilhado' por Nikolas Ferreira
O filho de Bolsonaro também cobrou união da direita e "coerência" dos integrantes do partido
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a criticar publicamente o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) nesta terça-feira, 7. Em resposta ao influenciador Rodrigo Constantino, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que não pode "aceitar ser humilhado" por Nikolas.
Na resposta, Eduardo declarou que esta seria a última vez que ele falaria sobre a desavença. Ele detalhou que ajudou a impulsionar o mineiro dentro do PL e no cenário político nacional.
"O Nikolas se elegeu com votos bolsonaristas. Eu o recebia quando ainda era estudante. Depois, virou assessor de um deputado, passou a trabalhar com outro - pesquise os motivos disto. Fui a Belo Horizonte fazer campanha para ele a vereador, percorri Minas Gerais falando do seu nome com o Direta Minas. Levei-o ao palco do CPAC, pedi apoio para ele nas redes sociais, abri portas", escreveu Eduardo no X.
Entenda a origem da briga interna
A confusão entre Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira se intensificou nas redes sociais na última quinta-feira, 2. Na ocasião, o deputado mineiro compartilhou uma publicação da conta @NewsLiberdade (447,4 mil seguidores) no X, que criticava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Eduardo Bolsonaro se incomodou com o compartilhamento, pois o administrador da conta, Keven Oliveira, havia declarado dias antes não ter a intenção de votar em seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Flávio é pré-candidato à Presidência nas eleições deste ano. Oliveira também havia criticado o CPAC, evento nos Estados Unidos onde Eduardo e Flávio discursaram.
"Denunciei que o Spaces Liberdade não votará em @FlavioBolsonaro - ao menos no primeiro turno. Adivinhem quem prontamente compartilhou o perfil no mesmíssimo dia? Esta é só mais uma das várias coincidências do pessoal que pede união da direita", escreveu Eduardo, numa indireta a Nikolas.
Silvio Grimaldo, ex-editor do site Brasil Sem Medo, defendeu Nikolas. Ele argumentou que a publicação compartilhada pelo deputado mineiro era uma crítica à esquerda, o que, em sua visão, não apresentava problemas. No sábado, Nikolas respondeu ao post de Grimaldo com um "kkk", risada interpretada como ironia na internet. Eduardo fez a tréplica sobre o comportamento do desafeto: "Risinho de deboche para mim, Nikolas? Ao que parece, não há limites para seu desrespeito comigo e minha família".
Flávio Bolsonaro intervém na crise e repercussão
Flávio Bolsonaro interveio para apaziguar o conflito. Assim como havia feito dias antes em uma sala virtual, ele pediu "racionalidade" aos aliados e defendeu a união do PL e da direita.
"É muito angustiante ver lideranças do nosso lado se digladiando enquanto a gente tem um País para resgatar. E o inimigo não está aqui, está do lado de lá. Esse é o tipo de confusão que não tem vencedor. Todo mundo sai perdendo", disse Flávio. O senador pediu foco no objetivo das eleições de outubro, e que os aliados perdoem uns aos outros.
Em meio ao embate, apoiadores da família Bolsonaro e do PL demonstram preocupação, cobrando maturidade dos parlamentares para evitar prejuízos nas eleições de 2026. Opositores aproveitam o episódio para apontar fragilidades no bolsonarismo.
Um levantamento de inteligência de dados realizado pela Nexus aponta que o embate nas redes sociais ultrapassou a marca de 500 mil interações. O episódio gerou o meme "rinha de egos", termo utilizado por internautas para ironizar a disputa interna.
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