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Deputados do Pará votam contra urgência de proposta que criminaliza a misoginia; confira!

Projeto que pune a prática com pena de reclusão de dois a cinco anos segue para plenário sem passar por comissões, enfrentando resistência de parlamentares

O Liberal

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (2), o regime de urgência para o Projeto de Lei (PL) 896/2023. A proposta, que equipa a misoginia ao crime de racismo, tornando a prática inafiançável e imprescritível, recebeu 293 votos favoráveis contra 158 contrários.

Com a aprovação da urgência, o texto será analisado diretamente pelo plenário da Casa, sem a necessidade de tramitar pelas comissões temáticas. O projeto, já aprovado no Senado, enfrenta oposição de parte da bancada evangélica e de outros parlamentares.

Entenda o Projeto de Lei 896/2023

O PL 896/2023 prevê pena de dois a cinco anos de reclusão para quem cometer injúria motivada pela condição de a vítima ser mulher. Essa punição é equiparada àquela já estabelecida para a injúria racial.

A pena poderá ser aumentada se o crime for praticado por duas ou mais pessoas. Da mesma forma, haverá acréscimo na penalidade quando as vítimas forem crianças, adolescentes, idosas ou pessoas com deficiência.

Misoginia na Internet e Penalidades Maiores

O texto também estabelece medidas específicas para crimes de misoginia cometidos na internet. Entre elas, a possibilidade de suspensão temporária de perfis usados para disseminar conteúdo misógino.

Além disso, o projeto prevê um aumento da pena caso a prática tenha finalidade econômica. O mesmo se aplica se o crime for cometido por indivíduos com grande alcance e influência pública.

O que é misoginia?

A misoginia é definida como preconceito, desprezo ou ódio contra mulheres em razão do gênero. Tais condutas podem se manifestar por meio de ofensas, ameaças, violência e discriminação. Ou ainda por práticas que reforçam a desigualdade entre homens e mulheres.

Como votou a bancada do Pará

Dos 17 deputados federais paraenses, dez votaram a favor do requerimento de urgência. Cinco parlamentares foram contrários à proposta, e dois não registraram seus votos.

Votaram a favor:

  • Airton Faleiro (PT)
  • Antônio Doido (MDB)
  • Celso Sabino (PDT)
  • Dilvanda Faro (PT)
  • Dra. Alessandra Haber (Podemos)
  • Elcione Barbalho (MDB)
  • José Priante (MDB)
  • Júnior Ferrari (PSD)
  • Keniston Braga (MDB)
  • Renilce Nicodemos (MDB)

Votaram contra:

  • Éder Mauro (PL)
  • Delegado Caveira (PL)
  • Joaquim Passarinho (PL)
  • Olival Marques (Podemos)
  • Raimundo Santos (PSD)

Não registraram voto:

  • Andreia Siqueira (PSB)
  • Henderson Pinto (União Brasil)

A bancada do Partido Liberal (PL) no Pará votou integralmente contra o requerimento de urgência. O mérito do projeto será analisado em votação futura no plenário da Câmara.