Deixo o governo semana que vem e não há decisão sobre ao que concorrer nas eleições, diz Haddad
Mesmo sem garantir que será candidato, Haddad declarou que as eleições em São Paulo são sempre difíceis para candidatos progressistas
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta terça-feira (10) que deixará a pasta na próxima semana. Ele não garantiu, contudo, que será candidato ao governo de São Paulo, pois ainda há conversas pendentes com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice Geraldo Alckmin e a ministra Simone Tebet.
"Devo deixar o governo na semana que vem. Nós estamos conversando (sobre candidatura). Não está batido o martelo ainda", afirmou o ministro, enfatizando a necessidade de mais diálogos para a decisão final.
Haddad explicou que as discussões com o presidente Lula não se limitam apenas à sua candidatura. "Tem que ver o bloco de pessoas, o grupo de pessoas que vão compor a chapa. Então eu estou vendo tudo isso com os cuidados devidos", completou, indicando a complexidade da articulação política.
Dario Durigan deve assumir o Ministério da Fazenda
O ministro confirmou que o atual secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, deve assumir o comando do ministério. Apesar de a indicação final ser decisão do presidente da República, Haddad expressou confiança em Durigan.
"Eu acredito que sim. O Dario, eu acho que tem uma relação muito boa com o presidente, muita confiança. E tem o domínio aqui do ministério há muitos anos. Um grande gestor público", disse Haddad sobre seu provável sucessor.
Eleições em São Paulo e o desafio progressista
Mesmo sem confirmar sua candidatura, Haddad abordou as eleições em São Paulo, reconhecendo a dificuldade para candidatos progressistas. Ele defendeu que a qualificação do debate e a apresentação de propostas são cruciais para o sucesso.
"É sempre desafiador para o campo progressista. Mas o importante é você qualificar o debate. É você, por meio do contraditório, elevar o nível de debate, o nível das propostas e não deixar ninguém na zona de conforto", declarou. Ele acredita que, com um candidato bem definido, o campo progressista terá "grande chance" contra Tarcísio de Freitas.
A saída de Haddad da pasta, segundo ele, já havia sido anunciada há dois meses, mas a efetivação só pôde ocorrer agora. As conversas com Geraldo Alckmin e Simone Tebet são consideradas essenciais para "bater o martelo" sobre a eleição.
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