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Costa Filho define saída do governo e diz que Lula prefere integrantes da equipe nas trocas

Durante evento de anúncio de investimentos para ampliação de aeroportos ao lado de Lula, Costa Filho afirmou que o presidente pretende escolher secretários-executivos que já integram os ministérios

Estadão Conteúdo

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), definiu que deixará o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 2 de abril para cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral, de seis meses antes das eleições. Ele pretende disputar uma vaga no Senado por Pernambuco.

Nesta quarta-feira, 11, durante evento de anúncio de investimentos para ampliação de aeroportos ao lado de Lula, Costa Filho afirmou que o presidente pretende escolher secretários-executivos que já integram os ministérios para substituir ministros que deixem os cargos para disputar eleições. Como mostrou o Estadão, ao menos 17 dos 38 ministros avaliam sair do governo por causa do pleito.

"O presidente quer um nome do ministério. Foi o que ele colocou nas duas reuniões. A orientação do governo é manter os secretários-executivos, essa orientação de unidade dentro do governo, como foi com a ministra Miriam Belchior", disse Costa Filho.

No fim de janeiro, o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), confirmou que a atual secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior, assumirá o ministério quando ele deixar o cargo para disputar as eleições. A decisão foi comunicada por Lula e reforça a tendência de manter quadros já integrados ao governo.

No caso da pasta de Postos e Aeroportos, o secretário-executivo Tomé Franca deve assumir o posto. Costa Filho, entretanto, não descartou outras indicações. "A orientação do presidente é essa, mas respeitando democraticamente as sugestões que os partidos possam apresentar. Na hora certa, depois do carnaval, vamos conversar com o presidente do Republicanos, Marcos Pereira (SP), com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com nossos conjuntos", afirmou.

Aliado de Motta

Costa Filho é o representante do partido do presidente da Câmara no governo Lula. Como mostrou o Estadão, Motta afirmou que vai aguardar "gestos" do governo antes de decidir se apoiará a reeleição de Lula, condicionando sua posição a uma lógica de reciprocidade política e a compromissos com interesses da Paraíba.

Atualmente, ambos estão empenhados na discussão sobre o fim da escala 6x1. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, disse na segunda-feira, 9, que convidou Motta para reunião com Lula nesta quinta-feira, 12, para tratar do andamento da proposta de emenda à Constituição (PEC).

Motta afirmou que o debate sobre a redução da jornada de trabalho se tornou "inadiável", que o Parlamento quer assumir protagonismo na pauta e que a intenção é votar a PEC em maio.

Anúncio de investimentos

Costa Filho e Lula participaram nesta quarta da cerimônia de anúncio do Plano de Investimentos em Ampliação e Modernização de Aeroportos. Ao todo, serão investidos R$ 4,64 bilhões na expansão, manutenção e modernização de 11 aeroportos em quatro Estados.

O projeto conta com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Também participaram do evento o presidente da instituição, Aloizio Mercadante, e o diretor-presidente da Aena Brasil, Santiago Yus.